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Conflito não tem perspectiva de acordo de paz

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "O povo quer derrubar o regime." Os adolescentes que picharam essas palavras em fevereiro de 2011 em um muro na cidade de Daraa, no sul da Síria, não faziam ideia dos eventos que se desenrolariam nos dias, meses e anos por vir.

A prisão e a tortura desses jovens foram a faísca de um incêndio que se alastrou rapidamente, dando início ao conflito mais sangrento do século 21. Indignados, sírios convocaram uma série de protestos contra o regime do ditador Bashar al-Assad, inspirados pelos levantes da Primavera Árabe.

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Em 15 de março daquele ano, a revolta tomou as ruas das principais cidades do país, em um chamado "dia de fúria" que marca o início do conflito na Síria. Nos dias seguintes, o Exército começou a reprimir brutalmente os manifestantes, matando dezenas.

O que começou como um levante popular contra um regime autoritário se transformou em uma tragédia humanitária de proporções históricas.

Nesta quarta (15), a guerra na Síria completa seis anos, acumulando mais de 470 mil mortos e 11,2 milhões de pessoas forçadas a deixar suas casas. Destas, 4,9 milhões buscaram asilo em outros países, alimentando a crise global de refugiados.

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O país segue em um atoleiro de violência sem perspectivas de paz no horizonte. Representantes de grupos rebeldes e do regime sírio reúnem-se periodicamente em negociações patrocinadas por potências mundiais, mas fracassam em encontrar uma solução política para além de tréguas temporárias.

"Eu peço aos sírios e aos demais [envolvidos] que abandonem as fantasias ainda existentes de uma vitória militar", afirmou, na semana passada, Staffan de Mistura, enviado especial das Nações Unidas para a Síria e responsável pelos diálogos de paz em Genebra. "Um lado e o outro ainda acreditam que isso seja possível. É pura fantasia."

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