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Trump está "confiante" na existência de provas de espionagem, diz porta-voz

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Após ter acusado seu antecessor, Barack Obama, de espioná-lo durante a campanha eleitoral, o presidente Donald Trump está "confiante" de que o Departamento de Justiça vai encontrar provas para sustentar a acusação, segundo o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer.

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O Departamento tinha até a segunda (13) para entregar ao Comitê de Inteligência da Câmara documentos que comprovassem a suposta ação de espionagem na Trump Tower alegada por Trump no início do mês. O órgão, no entanto, pediu mais tempo, e o comitê esticou o prazo por uma semana, até o dia 20.

"Acho que ele [Trump] está extremamente confiante. Acho que há registros significativos das técnicas de vigilância aplicadas durante a eleição de 2016", disse Spicer ao ser questionado se o Departamento de Justiça conseguirá entregar provas aos deputados.

"Acho que ele está muito confiante de que o que finalmente virá disso vai justificar [as acusações]", completou.

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O próprio Spicer e outros assessores, porém, vinham sugerindo que as declarações de Trump sobre a suposta espionagem não deveriam ser tomadas literalmente. Na segunda (13), o porta-voz havia dito que o presidente não quis dizer que Obama havia pessoalmente ordenado a instalação de grampos nos telefones da Trump Tower, em Nova York.

Em suas declarações, pelo Twitter, em 4 de março, contudo, Trump escreveu por três vezes que Obama havia grampeado seus telefones. "Como o presidente Obama foi tão baixo a ponto de grampear meus telefones durante o sagrado processo eleitoral. Isso é Nixon/Watergate. Cara ruim (ou doente)!"

Funcionários de inteligência disseram em fevereiro ao "New York Times" que membros da campanha de Trump tiveram "inúmeros contatos" com o governo russo durante a campanha -descoberta que teria sido feita enquanto se investigava a possível relação de Moscou com o vazamento de mensagens de líderes democratas.

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A investigação sobre a suposta espionagem de Obama sobre Trump está sendo feita junto à investigação anterior, sobre a interferência russa nas eleições de 2016 e a ligação da campanha do republicano com o Kremlin.

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