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O Brasil é tão violento que destrói a sua riqueza cultural, afirma autor

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FELIPE GIACOMELLI

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Como usar o audiovisual para transformar a sociedade? Esse foi o debate promovido pela Globo, nesta quarta-feira (8), durante a feira audiovisual Rio Content Market. Entre os convidados estavam a jornalista Mônica Waldvogel, o autor Cao Hamburger, o ator Marcos Palmeira e o apresentador e ex-judoca Flavio Canto.

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"A diversidade cultural seria uma riqueza muito grande do nosso país se a gente não deixasse ela escorrer pelos nossos dedos", afirmou Hamburger, que estreia como autor na próxima temporada de "Malhação". A novela vai retratar um grupo de cinco meninas bem diferentes, mas que não se largam mais depois que uma tem um parto durante no metrô.

Apesar de na novela as diferenças entre elas -indo desde a patricinha alternativa até a que mora na escola onde a mãe trabalha- o autor reconhece que o Brasil ainda está longe de respeitar a diversidade.

"O Brasil é um país tão violento, embora a gente diga que não, mas a gente destrói toda essa riqueza com a falta de educação da nossa sociedade", declara.

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E coube a Waldvogel falar sobre a educação. Ela afirmou que a solução encontrada pelo "Mitos e Fatos", que comanda na emissora, conseguiu ter sucesso ao colocar um único tema para debate por semana. Daí são os convidados que tentam falar se era mito ou realidade o que estava sendo falado. Entre os tópicos estavam assuntos como "há alunos que aprendem mais devagar" e "o jovem só se interessa por tecnologia". É difícil falar de educação, é um campo complexo, porque não há consenso. Alguém sempre diz que precisamos conversar com a sociedade, mas, todas as vezes que a reunimos, a gente percebe que as ideias são muito diferentes", declara.

Marcos Palmeira, que atuou na novela "Velho Chico" e é defensor da agricultura orgânica, lembrou que tinha liberdade para sugerir mudanças no texto para poder falar sobre essa causa.

"Minha preocupação era como transformar esse assunto em uma coisa popular, que as pessoas tivessem interesse de ver", afirmou.

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O último convidado apresentado foi Flavio Canto. Antes de entrar na Globo, o ex-judoca já tinha um projeto de levar o esporte para crianças carentes. "A gente percebeu que para mudar o mundo precisa antes mudar uma, duas, três, quatro pessoas", declarou."E a gente começou a ver que o esporte é transformador."

Do projeto de Canto, por exemplo, saiu Rafaela Silva, medalha de ouro no judô na Rio-2016.

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