Academia Brasileira de Letras elege João Almino como novo imortal
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O escritor e diplomata João Almino foi eleito, na tarde desta quarta-feira (8), como o novo imortal da ABL (Academia Brasileira de Letras). A votação ocorreu em cerimônia realizada no palácio Petit Trianon, sede da ABL, no Rio.
Almino foi escolhido por 33 dos 37 votos possíveis, com dois votos em branco e duas abstenções. O autor passa a ocupar a cadeira 22, na sucessão do médico Ivo Pitanguy, morto em agosto do ano passado.
Nascido em Mossoró (RN), Almino fez carreira na diplomacia -ele chegou a dirigir o Instituto Rio Branco- e na literatura. Ele é autor de romances como "Ideias Para Onde Passar o Fim do Mundo", "O Livro das Emoções", "Cidade Livre" e "Enigmas da Primavera", todos publicados pela editora Record.
Nome recorrente em prêmios literários, Almino já recebeu o Casa de Las Américas (2003) e o Zaffari & Bourbon (2011). Autor de ensaios sobre filosofia e história, como "Era Uma Vez Uma Constituinte" e "O Segredo e a Informação". Em seu doutorado na França, Almino teve como orientador o filósofo Claude Lefort. O novo imortal chegou a lecionar nas universidades de Brasília, Berkeley, Stanford e Chicago.
O escritor assume a vaga depois de um acontecimento raro na ABL. Essa foi a segunda votação para escolher o sucesso de Pitanguy. Em novembro do ano passado, houve uma votação em que os favoritos eram o cientista político Francisco Weffort e o poeta Antonio Cicero, mas nenhum deles conseguiu a maioria simples necessária para ser o escolhido -e o processo eleitoral foi aberto novamente.
Nesta quinta-feira (9), a ABL elegerá o sucessor de Ferreira Gullar. Como favoritos, estão o presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Arno Wehling, e de novo o poeta Antonio Cicero.
