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Policiais prendem ao menos oito suspeitos de integrar máfia chinesa em SP

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ROGÉRIO PAGNAN

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (8) uma operação de combate à máfia chinesa que atua na região central de São Paulo. São 33 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão temporária que são cumpridos na capital paulista e em cidades do litoral.

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Ao menos oito pessoas foram presas até agora suspeitas de participarem de uma organização investigada pela prática de crimes como extorsão, sequestro e morte de três pessoas da comunidade.

As investigações do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) tiveram início há cerca de quatro meses quando a diretora do departamento, Elisabete Sato, uniu investigações de três homicídios que estavam em duas delegacias diferentes.

A polícia apura o motivo das mortes. Uma das suspeitas é que parte das mortes foi encomendada pelos chefes da máfia como forma de batismo ou ascensão de integrante dentro do grupo. As vítimas seriam pessoas com dívidas com a máfia.

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Durante as investigações, os policiais detectaram uma rede de extorsão à comunidade chinesa -em especial aos comerciantes que mantêm boxes de venda de eletrônicos na região central. Os chineses eram obrigados a pagar uma espécie de taxa de proteção para poder atuar.

Com a ajuda do consulado chinês, a polícia conseguiu o relato de dez vítimas que pagavam até R$ 5.000 mensais de proteção ao grupo. A expectativa dos policiais é a de que esse número possa superar uma centena de vítima. Os policiais estimam que mais de 300 mil chineses vivam em São Paulo.

Uma das colaborações do consulado chinês foi trazer um policial da China, que fala português, para ajudar nas investigações. Um policial brasileiro, que fala mandarim, também foi integrado à equipe da DHPP para ajudar nas conversas de convencimento desses comerciantes.

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