ATUALIZADA - Empresa terá que deixar Peru, diz presidente
SYLVIA COLOMBO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - No Peru, um dos 12 países na América Latina onde a construtora Odebrecht também confessou ter oferecido propina, o presidente Pedro Pablo Kuczynski declarou que a empresa brasileira terá de deixar as obras que vinha tocando.
"É um tema complexo porque é uma empresa muito grande que tem várias obras em andamento no Peru e, obviamente, o que deve haver é uma saída gradual", disse o mandatário, em entrevista ao jornal "La República" publicada no domingo (5).
Questionado sobre quanto tempo a saída poderia demorar, PPK disse que "seis meses, talvez menos". No país há 40 anos, a Odebrecht é investigada em um escândalo que envolve os três últimos presidentes. A Procuradoria denunciou nesta segunda um deles, Alan García (1985-1990 e 2006-2011).
A reportagem apurou que a Odebrecht vem tratando com o governo peruano uma "venda de ativos", e não uma saída completa do país; a empresa continuaria no Peru como "prestadora de serviços".
Em dezembro, a empreiteira reconheceu ter pagado US$ 29 milhões em subornos a autoridades no Peru entre 2005 e 2014.
A construtora enviou a seguinte declaração: "A Odebrecht Peru vem cooperando com as autoridades desse país para o avanço de investigações em curso."
