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Maioria nos EUA quer que promotor especial investigue russos, diz pesquisa

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Aproximadamente 65% dos americanos querem que um promotor especial independente coordene as investigações sobre os contatos entre a equipe de campanha do presidente Donald Trump e autoridades da Rússia, indicou uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (6) pela emissora CNN.

A pesquisa apontou que as opiniões dos americanos sobre o tema segue um forte viés partidário: dentre eleitores democratas, 82% preferem um promotor especial ao Congresso para conduzir as investigações, contra 43% dos republicanos e 67% dos independentes.

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Além disso, 55% dos entrevistados demonstraram algum grau de preocupação com os indícios de relação entre Trump e os russos. 71% dos democratas dizem estar "muito preocupados" com os contatos russos, enquanto 54% dos republicanos afirmam não ter "qualquer" preocupação com o assunto.

Segundo a pesquisa, as notícias sobre as relações entre a equipe de Trump e a Rússia não afetaram a popularidade do presidente, estimada em 45%, um ponto a mais do que os 44% registrados em janeiro.

A pesquisa da CNN envolveu entrevistas por telefone com 1.025 pessoas e foi realizada entre 1º e 4 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

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PRESSÃO

As revelações sobre os supostos contatos entre a equipe de campanha de Trump e autoridades de Moscou aumentaram a pressão sobre o governo do republicano.

Na semana passada, o procurador-geral e secretário de Justiça, Jeff Sessions, anunciou seu afastamento das investigações sobre a campanha após a descoberta de que ele se reuniu duas vezes com o embaixador russo durante o período eleitoral. Em janeiro, durante sabatina no Senado, ele afirmou não ter tido contato com autoridades do país.

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A pasta que Sessions dirige é a responsável por administrar o FBI (a polícia federal dos EUA), que conduz a investigação sobre o elo da equipe eleitoral de Trump com Moscou.

Sessions não é o primeiro membro do alto escalão do governo Trump a se ver em polêmicas envolvendo a Rússia.

Há duas semanas, o general Michael Flynnrenunciou ao cargo de conselheiro de Segurança Nacional após a revelação de que ele havia conversado com o embaixador Kislyak em dezembro -antes da posse de Trump, ocorrida em 20 de janeiro- sobre sanções aplicadas contra o país pela administração Barack Obama. Já o secretário de Estado, Rex Tillerson, tinha relações com autoridades e empresários do país enquanto chefiava a petroleira ExxonMobil.

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Trump chegou à Casa Branca com promessa de reorientar a política externa dos Estados Unidos no sentido de aproximar-se de Moscou, após o período de maior tensão bilateral desde a Guerra Fria.

No ano passado, os serviços de inteligência americanos concluíram que o Kremlin interferiu na eleição presidencial em benefício de Trump, por meio de ciberataques contra alvos do Partido democrata.

Trump e o governo russo negam as acusações e as classificam de "caça às bruxas".

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