Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Jornalista mostra declínio da política externa do PT em livro

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DIEGO ZERBATO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Seis exemplos da diplomacia dos governos petistas, de mais contato e mais contratos com países da África e da América Latina, são a base do livro "Euforia e Fracasso - Política Externa e Multinacionais Brasileiras na Era Lula" (ed. Contexto, 221 págs., R$ 39,90), de Fábio Zanini.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Editor de "Poder" da Folha de S.Paulo, o jornalista escolheu nações para onde Luiz Inácio Lula da Silva tentou exportar os principais sucessos econômicos brasileiros de sua Presidência (2003-2010), bandeiras do país visto à época como promissor no cenário global.

O modelo do agronegócio foi parar em Moçambique, a exploração de petróleo na Namíbia e a construção encontrou seu lugar no Peru e na Guiné Equatorial. Em Angola, a Odebrecht aproveitou os ventos favoráveis para consolidar seu domínio, conquistado na ditadura militar.

Salvo o caso da Marinha na construção das forças marítimas da Namíbia, Zanini mostra que a penetração brasileira nos países africanos e latinos foi uma espécie de parceria público-privada

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso marca uma diferença em relação ao controle estatal usado na diplomacia do petróleo da Venezuela e dos médicos de Cuba, exemplos de países aliados do PT.

O governo entrava com a expertise das estatais (Embrapa em Moçambique e Petrobras na Namíbia) e, em alguns casos, com o crédito, e tentava persuadir as nações a contratarem empresas brasileiras para as empreitadas.

O convencimento tinha seu custo, relata o jornalista. Em um dos casos, de US$ 50 milhões, supostamente pagos pela Odebrecht ao marqueteiro João Santana para fazer a campanha do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, uma revelação da Operação Lava Jato.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ação da Polícia Federal também trouxe à tona o caso de propinas que teriam sido pagas pela Camargo Corrêa e pela Queiroz Galvão na Rodovia Interoceânica, alardeada por Brasil e Peru como a solução para a exportação da soja brasileira pelo Pacífico.

Ao percorrê-la da fronteira brasileira até a andina Cuzco, Zanini mostra que a sinuosidade da rodovia foi um dos motivos para que ela não cumprisse sua função.

Responsável pela licitação da estrada, o ex-presidente Alejandro Toledo teve a prisão ordenada por outro caso envolvendo a Odebrecht.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A política lulista também levou a acusações de imperialismo do Brasil, comuns na Bolívia e no Paraguai.

A construção da usina de Inambari revoltou moradores do leste peruano e o ProSavana fez com que produtores rurais e ONGs de Moçambique fomentassem movimento contra os brasileiros.

Os seis casos pesquisados levam à conclusão do tiro curto da política externa de Lula, derrubada pela Lava Jato e pela crise econômica brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV