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Ministério da Saúde amplia público-alvo de seis vacinas neste ano

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NATÁLIA CANCIAN

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (3) mudanças no Calendário Nacional de Vacinação. As alterações, já válidas em todos os postos de saúde, ampliam o público-alvo de seis vacinas: tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A.

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Segundo a pasta, o objetivo é aumentar a proteção de crianças e adultos e diminuir a incidência de algumas doenças no país, como caxumba e coqueluche.

Para as crianças, as mudanças ocorrem nas vacinas contra hepatite A e a tetra viral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela. Em ambos os casos, a vacina passa a ser disponibilizada para crianças com 15 meses a até cinco anos -antes, a idade máxima era de até dois anos.

"Não estamos dando uma dose a mais, e sim uma chance extra para quem perdeu a oportunidade de se vacinar", explica a coordenadora-geral do PNI (Programa Nacional de Imunizações), Carla Domingues.

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O novo calendário também estende a vacinação indicada para adolescentes e adultos. É o caso das vacinas contra o HPV e meningite C, que passam a ter o público-alvo ampliado entre os mais jovens.

Antes, a vacina contra o HPV era indicada apenas para meninas de 9 a 13 anos. Desde o início deste ano, no entanto, a imunização está disponível também para meninos de 12 e 13 anos e meninas de até 14 anos.

Também passam a receber a vacina homens e mulheres com baixa imunidade (como transplantados e pacientes oncológicos) e homens vivendo com HIV e Aids entre 9 a 26 anos -até então, a vacina era indicada apenas para mulheres com HIV e Aids. A alteração visa aumentar a proteção de pessoas cujo sistema imunológico é mais suscetível a problemas graves.

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ADULTOS

Para os adultos, o Ministério da Saúde altera a faixa etária recomendada para oferta de duas vacinas: dTpa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche; e a tríplice viral, indicada contra sarampo, caxumba e rubéola. Assim como corre para as crianças, não há a inclusão de doses extras, mas sim ampliação no momento indicado para oferta das doses.

Antes recomendada para grávidas entre a 27ª e 36ª semana de gestação, a dTpa passa a ser ofertada mais cedo e por um período mais longo: a partir da 20a semana ou no puerpério, ou seja, até 45 dias após o parto.

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O objetivo é aumentar a proteção dos bebês e mães contra coqueluche, cujos casos vêm crescendo no país -a pasta, no entanto, não informou o total de registros. "Com isso fazemos com que o bebê já nasça com anticorpos maternos", afirma Domingues. Segundo a coordenadora, caso as mães não consigam vacinar a tempo durante a gestação, a vacina pode ser administrada também no período após o parto. "Neste caso, não haverá transmissão de anticorpos da mãe para o filho, mas isso evita transmitir a doença para o recém-nascido."

O esquema vacinal para adultos também muda em relação à tríplice viral. Até então, a vacina era ofertada em duas doses, uma na infância e outra até os 19 anos, ou em uma dose de 20 a 49 anos. Agora, haverá a oferta desta segunda dose até os 29 anos ou de uma só dose de 30 a 49 anos.

De acordo com Domingues, a mudança ocorre devido à ocorrência de novos surtos de caxumba em 2016 e à necessidade de manter o país livre de outras doenças, como sarampo.

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"Temos ainda países onde doenças como o sarampo são endêmicas. À medida que temos grande circulação de pessoas, se não temos a população devidamente vacinada, essas doenças podem voltar a acontecer", diz.

O Ministério não informou quantas doses extras devem ser disponibilizadas. Segundo o ministro Ricardo Barros, a ampliação ocorre após economia de R$ 66 milhões e negociação para redução no preço das vacinas com os fabricantes.

- Confira as mudanças:

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CRIANÇAS

HEPATITE A

Antes: idade máxima para vacinação era de 2 anos

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Agora: uma dose aos 15 meses ou até 4 anos, 11 meses e 29 dias

TETRA VIRAL (sarampo, caxumba, rubéola e varicela)

Antes: idade máxima para vacinação era de 2 anos

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Agora: uma dose aos 15 meses ou até 4 anos, 11 meses ou 29 dias

CRIANÇAS E ADOLESCENTES

HPV

Antes: duas doses com intervalo de seis meses para meninas de 9 a 13 anos e três doses com intervalo de dois e seis meses para mulheres de 9 a 26 anos vivendo com HIV e Aids

Agora: vacina passa a ser ofertada em duas doses também para meninos de 12 e 13 anos e em três doses para homens de 9 a 26 anos vivendo com HIV e Aids e pessoas com baixa imunidade (como transplantados ou pacientes oncológicos)

MENINGITE C

Antes: vacina indicada apenas para crianças, com esquema vacinal de duas doses aos três e cinco meses de idade e reforço que poderia ser aplicado aos 12 meses ou até 4 anos

Agora: será ofertada uma dose de reforço também a adolescentes de 12 a 13 anos

ADULTOS

TRÍPLICE VIRAL

Antes: além da vacinação na infância, adultos poderiam recebiam 2a dose até 19 anos ou receber apenas uma dose da vacina, administrada entre 20 e 49 anos

Agora: 2a dose será ofertada até 29 anos; para não vacinados, é ofertada uma dose de 30 a 49 anos

DTPA (difteria, tétano e coqueluche)

Antes: uma dose a cada gestação entre a 27ª semana e 36ª semana

Agora: uma dose a cada gestação a partir da 20a semana ou no puerpério (até 45 dias após o parto)

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