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'Quase me joguei pela janela!', diz Zeca Pagodinho sobre título da Portela

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LUIZA FRANCO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Portelense apaixonado mas, até este ano, desiludido, Zeca Pagodinho resume assim sua reação à notícia de que sua escola havia quebrado o jejum de 33 anos sem título: "quase me joguei pela janela!"

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Ainda que não se envolva com o Carnaval da escola, Zeca é parceiro e muito próximo da Velha Guarda.

"Finalmente!", diz o portelense. "Ninguém acreditava mais, as pessoas não queriam mais ser Portela. Nem eu acreditei quando me disseram! Não esperava!", diz ele, que não assiste aos desfiles por achar que traz azar à escola.

Paulinho da Viola, baluarte da escola de Oswaldo Cruz, também ficou emocionado. O enredo deste ano, sobre rios, faziam homenagem a ele e seu samba: "Foi um rio que passou em minha vida."

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"Foi lindíssimo, mas o mérito é da Velha Guarda, dos portelenses, das pessoas que trabalharam o ano inteiro para isso acontecer, e que aguentaram todo esse tempo sem vitórias."

Ao ser perguntado sobre o que levou à vitória, Monarco, presidente de honra da escola, foi categórico: "erramos menos", diz o compositor.

"A Portela passou certinho, não houve buraco, desarmonia entre canto e bateria, a escola brincou o Carnaval alegre e solta", diz o baluarte da azul e branco.

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Isso em um ano em que a Sapucaí teve o maior número de acidentes e problemas em carros de que se lembra, que deixaram mais de trinta pessoas feridas.

A disputa foi tensa, com a Portela competindo ponto a ponto com a Mocidade Independente de Padre Miguel. O desempate veio no último quesito, enredo.

Monarco diz que ainda está emocionado. "A Portela era uma escola desacreditada", lamenta. "Mas agora, tudo mudou. Essa Portela que está aí vai incomodar muita gente."

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Comemoração da vitória da Portela durante apuração na Marquês de Sapucaí

Ele diz que o carnavalesco, Paulo Barros, tido como um revolucionário da estética do Carnaval, deve permanecer na escola. "Em time que está ganhando, não se mexe."

Como outras figuras-chave da escola, como Tia Surica, ele acha que a escola renasceu sob a gestão de Marcos Falcon, que foi presidente da escola de 2013 a 2016, ano em que foi assassinado a tiros de fuzil no comitê de sua campanha a vereador do Rio. O crime até hoje não foi solucionado.

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"Falcon foi um exemplo de presidente de escola de samba. Não deixou ninguém roubar. Dava soco na mesa e dizia, 'se eu vir sacanagem aqui, meto a porrada'. E assim botou a escolas nos trilhos."

Subtenente da Polícia Militar, Falcon chegou a ser preso em abril de 2011, acusado de pertencer a uma milícia nos bairros de Madureira e Oswaldo Cruz, e foi expulso da corporação. Foi reintegrado em 2012, após ser absolvido, e estava licenciado devido às eleições quando foi morto.

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