Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Justiça acusa Macri de tráfico de influência por beneficiar aérea

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SYLVIA COLOMBO

MONTEVIDÉU, URUGUAI (FOLHAPRESS) - Poucas horas antes de seu discurso de abertura ao Congresso, o presidente argentino, Mauricio Macri, e outros membros da cúpula do governo foram acusados judicialmente por irregularidades na entrega de rotas aéreas à empresa aérea Avianca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Segundo o promotor Jorge Di Lello, o governo teria beneficiado a companhia aérea pelo fato de ela estar vinculada a uma empresa do Grupo Macri. A Justiça investigará o presidente, seu pai e dono da mesma, Franco Macri, e membros do governo por suposto tráfico de influências na distribuição de rotas pelo espaço aéreo argentino.

Segundo a reportagem apurou, o governo vem se mostrando muito preocupado com o surgimento das ligações do grupo empresarial familiar do presidente da República e o Estado.

O escândalo dos Correios, que veio à tona há algumas semanas, custou a Macri a queda de sua aprovação popular em 10 pontos percentuais, segundo o instituto Isonomia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso, a Procuradoria investiga as ações do governo para perdoar parte considerável da dívida que a família Macri tem com o Estado por ter administrado os Correios entre 1997 e 2003, levando-o a sua quebra e endividamento -com o Estado e também investidores privados.

Pelo acordo realizado já durante a gestão Macri, o grupo familiar teria de desembolsar apenas 2% da dívida.

Na semana em que o caso estourou, Macri convocou uma entrevista coletiva dizendo que esse acordo estava cancelado e que as negociações voltariam à "folha zero". A Justiça, porém, segue investigando.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

ODEBRECHT

Enquanto isso, a deputada oposicionista Margarita Stolbizer, que já havia pedido em dezembro que a Procuradoria investigasse a entrega de US$ 35 milhões em propinas da empreiteira brasileira Odebrecht a funcionários argentinos entre 2007 e 2015, irá nos próximos dias pedir uma ampliação da investigação e a unificação das cinco denúncias já em curso em apenas uma.

Num primeiro momento, suspeitava-se de que os principais envolvidos estavam conectados apenas à cúpula kirchnerista, como o ex-ministro do Planejamento Julio De Vido e o ex-secretário do Transporte Ricardo Jaime.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois, surgiram acusações, levantadas pela imprensa local, de que o atual chefe de gabinete do governo Macri, Gustavo Arribas, recebera cinco pagamentos da empreiteira brasileira, assim como o presidente da construtora Iecsa, Angelo Calcatierra, que é primo de Macri. Ambos estariam envolvidos em obras na área metropolitana de Buenos Aires, em 2010, especificamente o soterramento de parte de uma linha de trem.

Na época, Cristina Kirchner era a presidente, mas Macri era o prefeito da capital argentina.

Em entrevista à Folha há três semanas, Macri não quis comentar os casos que se referiam a seus funcionários e sua família.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afirmou que pediria à ministra do STF Cármen Lúcia, durante sua visita ao Brasil, a lista dos nomes dos argentinos envolvidos no caso Odebrecht e que, antes de ter a relação oficial, não faria nenhuma declaração.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV