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Agricultores fazem próprio figurino em maracatu tradicional de PE

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os maracatus rurais representam a força do interior do Pernambuco no Carnaval do Estado. Os grupos formados majoritariamente por agricultores são uma atração à parte da folia no Recife.

Com instrumentos de percussão e sopro, os integrantes, incluindo os famosos caboclos de lança, dançam e exibem um figurino rico em cores. As roupas são confeccionadas pelos próprios brincantes.

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Para a agricultora Sueni Kelly, o maracatu rural ou de baque solto como também é conhecido, é um exemplo de resistência cultural.

"Trabalhamos o ano todo para preparar o maracatu. Sem dinheiro recorremos a rifas, bingos e até pedimos mesmo aos moradores da nossa cidade para poder participar do Carnaval", disse.

O maracatu Cambida Nova, de Lagoa de Itagenga, mata norte, do qual Sueni faz parte, faz cerca de 50 apresentações durante o Carnaval. O grupo conta com mais de 110 participantes.

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CABOCLINHOS

O domingo de Carnaval também marca o encontro dos caboclinhos no Recife Antigo. São mais de 20 grupos com em média 100 participantes cada que levam um pouco da cultura indígena para os foliões.

Em novembro do ano passado, os caboclinhos foram declarados pelo Iphan Patrimônio Cultural do Brasil. De acordo com o instituto, só em Pernambuco existem cerca de 70 grupos.

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De origem indígena e ligados a religiões da Jurema, Catimbó e Panjelança, os caboclinhos encantam o público com uma dança frenética. As roupas enfeitadas de penas e lantejoulas compõe o visual dos integrantes.

A música é produzida com flauta, surdo e maracá (espécie de chocalho feito de cabaça).

"É a valorização da nossa cultura, não há nada mais lindo do que isso. A dança, a música tudo chama a atenção", disse a Regirlane Silva, que levou o filho Heitor, de apenas 2 anos, para conhecer os caboclinhos.

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