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Autópsia confirma que arma química matou irmão de ditador norte-coreano

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A autópsia de Kim Jong-nam, meio-irmão do ditador norte-coreano Kim Jong-un, confirmou que ele foi morto pela paralisia provocada pelo gás VX, considerada uma arma de destruição em massa.

O resultado foi divulgado neste domingo (26) pelo Ministério da Saúde da Malásia. Kim Jong-nam foi assassinado no aeroporto internacional de Kuala Lumpur no último dia 13. A polícia prendeu quatro pessoas suspeitas do crime.

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A conclusão aponta que Kim Jong-nam, 45, sofreu "uma paralisia muito grave" e morreu em "um período de 15 a 20 minutos", afirmou o ministro malasiano da Saúde, Subramaniam Sathasivam. Segundo ele, foi uma morte "muito dolorosa".

Além das quatro pessoas detidas -uma vietnamita, uma indonésia, um malasiano e um norte-coreano-, a polícia malasiana quer interrogar outros sete norte-coreanos, incluindo um diplomata da Embaixada da Coreia do Norte em Kuala Lumpur. Quatro deles, porém, deixaram a Malásia no dia do assassinato.

Imagens de câmeras de segurança do aeroporto mostram o momento em que duas mulheres se aproximam de Kim Jong-nam e uma delas lança algo no rosto dele. As duas suspeitas detidas alegam ter sido enganadas e que não sabiam o que faziam.

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As autoridades malasianas também declararam neste domingo que o aeroporto internacional de Kuala Lumpur passou por descontaminação e está seguro.

O VX é um gás de ação mais rápida que seus congêneres, o sarin e o mostarda. Quem o inala demora menos a morrer devido a sua intensa ação no sistema nervoso central, provocando convulsões e insuficiência respiratória.

O agente químico está entre as substâncias proibidas pela Convenção de Armas Químicas, de 1992, e que deveriam ser destruídas até 2002. A Coreia do Norte, porém, está entre os cinco países que não são signatários.

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PEQUENO GENERAL

Kim Jong-nam, filho do ditador Kim Jong-il (1942-2011), era conhecido por suas posições críticas ao regime da Coreia do Norte e disse a um jornal japonês que se opunha às transferências dinásticas de seu país, onde o poder passa de pai para filho.

Ele também afirmou que seu irmão Kim Jong-un, atual ditador norte-coreano, carecia de "um senso de dever e responsabilidade", e advertiu que a corrupção levaria a Coreia do Norte ao desastre.

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Kim Jong-nam costumava ser chamado de "Pequeno general" quando era mais novo e chegou a ser considerado possível herdeiro do regime norte-coreano, mas caiu em desgraça em 2001, quando foi preso no aeroporto de Tóquio ao tentar entrar no Japão com um passaporte falso para visitar a Disneylândia.

Ele e sua família foram forçados então a viver praticamente no exílio em Cingapura e na China.

Kim Jong-nam já havia sido alvo de tentativas de assassinato no passado. Em outubro de 2012, promotores sul-coreanos informaram que um norte-coreano detido como espião admitiu ter participado de um complô na China em 2010 para encenar um acidente de carro a fim de atingi-lo.

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