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Remédios prometidos ainda não chegaram aos postos

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RAFAEL ITALIANI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Parte dos remédios que o prefeito João Doria (PSDB) prometeu que chegariam às farmácias dos postos de saúde a partir de segunda-feira ( 20) ainda está em falta em UBSs (unidades básicas de saúde) da capital. A promessa foi feita no dia 8 de fevereiro. Os medicamentos serão doados por laboratórios farmacêuticos.

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Na semana passada, a prefeitura publicou no ?Diário Oficial? da Cidade uma lista com 172 remédios que espera receber de doações.

A reportagem esteve nesta segunda (20) em duas unidades de saúde e também buscou as doses no site ?Aqui Tem Remédio?, da gestão municipal. De 20 medicamentos que fazem parte da lista publicada pela prefeitura, 14 estão em falta. Ou não foram encontrados por pacientes ou o site indicou que não estão disponíveis.

Na UBS Santa Cecília (região central), pacientes saíam das consultas com receitas de medicamentos que o lugar não têm. Uma funcionária disse que cinco tipos de remédios tinham sido entregues.

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Com uma crise de bronquite e respirando com dificuldade, a manicure Antonia Simone Pereira de Souza, 23, saiu sem os dois medicamentos que precisava tomar. ?Eu não consigo dormir?, disse. ?Minha noite foi horrível. Eu tive que ficar sentada para conseguir respirar. Deitada eu perco o ar?, afirmou. A manicure disse que iria procurar uma farmácia para comprar os medicamentos.

DINHEIRO EMPRESTADO

Dania Silva Costa, 33, é atendente e está desempregada há nove meses. Ela ainda guarda parte do seguro-desemprego de R$ 980, mas não tem dinheiro suficiente para comprar remédios para tratar a gastrite.

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Na UBS, uma mão dela se mantinha na região da barriga devido às dores causadas pela azia. Na outra, ela segurava a receita para omeprazol e amoxilina, ambos em falta no posto de saúde. ?Pediram para eu voltar no final da semana para ver se os remédios chegaram. Eu não vou aguentar a dor até lá. Vou ter que pedir dinheiro emprestado para comprar os medicamentos?, afirmou.

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