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Trump diz que conselheiro caiu após vazamentos 'criminosos' da imprensa

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente Donald Trump tentou nesta quarta-feira (15) tirar o foco das revelações sobre os contatos de sua equipe com o governo russo durante a campanha eleitoral e disse que o conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn, caiu por causa dos vazamentos "criminosos" de informações para a imprensa.

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Durante entrevista coletiva com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, Trump disse que Flynn foi tratado "de maneira muito injusta" pela mídia ("ou pelo que eu chamo de 'mídia falsa' em muitos casos", complementou o presidente, olhando para o visitante).

"Papeis têm sido vazados da inteligência, coisas têm sido vazadas. É uma ação criminal, um ato criminal, e já vinha acontecendo por um bom tempo antes de mim, mas agora está acontecendo mais", disse Trump.

Segundo ele, os funcionários que têm passado essas informações "estão tentando acobertar a terrível derrota que os democratas tiveram com Hillary Clinton".

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Segundo o "New York Times", funcionários da inteligência americana teriam interceptado telefonemas de integrantes da equipe de campanha de Trump com membros do governo de Vladimir Putin antes das eleições, enquanto investigavam a possibilidade de a Rússia ter ligação com a ação de hackers contra o Comitê Nacional Democrata.

O governo Obama depois aplicaria sanções à Rússia, acusando o país de ter influenciado o resultado das eleições americanas, ao se coordenar com a ação de hackers que vazaram e-mails dos democratas antes do pleito.

Seriam essas as sanções sobre as quais Flynn teria conversado com o embaixador russo. A imprensa americana também havia divulgado, na última sexta (10), a descoberta dos serviços de inteligência de que o general havia pedido ao russo para não reagir de forma desproporcional antes que Trump chegasse à Casa Branca, porque ele poderia rever as sanções.

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Mais cedo, em sua conta no Twitter, Trump já havia criticado os vazamentos. "O verdadeiro escândalo aqui é que informações confidenciais têm sido distribuídas ilegalmente pela nossa 'inteligência' como balas. Muito não americano!", escreveu.

Segundo informou a Casa Branca nesta terça-feira (14), Trump havia sido informado poucos dias após tomar posse que Flynn havia ocultado de seus superiores o conteúdo de suas conversas extraoficiais com autoridades russas.

A grande justificativa dada pela Casa Branca para a saída de Flynn não foi o conteúdo da conversa do general com o embaixador, mas sim o fato de eles aparentemente ter escondido do vice-presidente Mike Pence que falou sobre as sanções.

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Em um conflito de versões sobre o caso, Trump havia dito a repórteres, na sexta-feira (10), que desconhecia a informação sobre o telefonema entre Flynn e o embaixador.

Na segunda-feira (13), contudo, o jornal "Washington Post" revelou que o Departamento de Justiça havia alertado a Casa Branca em janeiro que o general teria mentido e poderia estar vulnerável a chantagem por Moscou.

Após a publicação, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse que Trump já avaliava a situação de Flynn "por algumas semanas".

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