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ATUALIZADA - PF prende ao menos 27 suspeitos de desviar R$ 7,4 mi de bolsas da UFPR

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SIDNEY GONÇALVES DO CARMO E ESTELITA HASS CARAZZAI

SÃO PAULO, SP, E CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Ao menos 27 pessoas foram presas pela Polícia Federal nesta quarta-feira (15) durante uma operação que investiga fraudes milionárias no repasse de bolsas de estudo a pessoas sem vínculos com a UFPR (Universidade Federal do Paraná) entre 2013 e 2016.

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Segundo a investigação da polícia, os suspeitos teriam desviados da universidade cerca de R$ 7,4 milhões em bolsas de pesquisas para 27 pessoas durante o período entre 2013 e outubro de 2016. A fraude, segundo a PF, foi detectada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e comunicada à UFPR.

A Justiça determinou a prisão temporária dos suspeitos por um prazo de cinco dias. Eles serão acusados de peculato (desvio de recurso público) e associação criminosa. Na operação, a polícia apreendeu carros e uma quantia superior a R$ 5.000. Uma pessoa foi presa no Rio, quatro no Mato Grosso do Sul e o restante no Paraná.

A polícia informou que os detidos foram levados às sedes da Polícia Federal nas respectivas cidades onde foram localizados para prestar esclarecimento. Já os presos no Paraná foram conduzidos à Superintendência da PF em Curitiba.

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Batizada de Research (pesquisa, em inglês), a operação cumpriu 73 ordens judiciais, sendo 29 mandados de prisão temporária, 8 conduções coercitivas (quando a pessoa é conduzida para prestar depoimento) e 36 mandados de busca e apreensão nos Estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

Segundo a PF, o nome da operação é uma referencia ao objetivo central das bolsas concedidas pela unidade, destinada a estudos e pesquisas pelos contemplados. A operação é realizada em parceria com a Controladoria Geral da União e com o Tribunal de Contas da União.

INVESTIGAÇÃO

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Segundo a PF, há indícios concretos da realização de fraudes em pagamentos (desvio de recursos públicos federais) de título de auxílio a pesquisadores, bolsas de estudo no país e no exterior a diversas pessoas sem vínculo com a UFPR.

A investigação aponta que há a participação de ao menos duas funcionárias públicas: Conceição Abadia de Abreu Mendonça e Tânia Marcia Catapan, chefes do controle e execução orçamentária e da secretaria administrativa do gabinete da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, respectivamente.

Segundo a investigação, Mendonça teria sido a responsável pela elaboração das planilhas de pagamento e pela assinatura das autorizações de pagamento em 234 processos que totalizam R$ 7.343.333,10. O juiz federal Marcos Josegrei da Silva suspendeu o exercício da função pública das servidoras e determinou o bloqueio das contas dos investigados.

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Em nota, a UFPR informou que, assim que tomou conhecimento da suspeita de desvios de verba pública, em dezembro de 2016, determinou a abertura de sindicância para apurar responsabilidades. A instituição diz ainda que solicitará a restituição dos valores.

O reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, também determinou a criação de um comitê para aperfeiçoar os mecanismos de controle de pagamento, além de uma comissão para elaborar um plano de transparência e de dados abertos da universidade.

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