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Trump 'avalia' situação de assessor que discutiu sanções com Rússia

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente Donald Trump está "avaliando" a situação de seu assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, após revelações de que ele teria discutido sanções com o embaixador russo em Washington antes que Trump tomasse posse.

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A informação foi dada pelo porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. Membros da equipe de Trump teriam dito a jornais americanos que a situação de Flynn é complicada, já que a atitude pode ser interpretada como um movimento ilegal.

Há ainda a desconfiança de que o general tenha mentido ao vice-presidente Mike Pence sobre os assuntos que foram tratados na conversa com o embaixador por telefone em dezembro.

"O presidente está avaliando a situação. Ele está falando com o vice-presidente Pence sobre a conversa que ele teve com o general Flynn e com várias outras pessoas sobre o que ele considera a coisa mais importante aqui: a nossa segurança nacional", disse Spicer.

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O silêncio de Trump, que não hesita em usar o Twitter ou entrevistas coletivas como a desta segunda-feira para defender membros de sua equipe, também é tido como um sinal de que a situação de Flynn se deteriorou dentro do núcleo mais próximo ao presidente.

A Casa Branca examinou a transcrição da conversa gravada entre o general Flynn e o embaixador Sergey Kislyak, no qual teriam falado sobre as sanções contra a Rússia, aplicadas por Barack Obama após a acusação de que Moscou interferiu nas eleições presidenciais por meio de hackers. Não está claro, porém, se Flynn teria feito alguma promessa de suspender as sanções depois da posse.

O assessor de Segurança Nacional teria dito ao vice-presidente que o tema das sanções não foi abordado. Segundo a Reuters, o general pediu desculpas a Pence por duas vezes, a última delas, pessoalmente, na sexta-feira (10).

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Uma hora antes da declaração de Spicer a jornalistas, a assessora de Trump Kellyanne Conway havia dito, nesta segunda, que o presidente tem "total confiança" em Flynn.

O general serviu por 33 anos nas Forças Armadas antes de chefiar a Agência de Inteligência de Defesa no governo Obama (2012-2014). Depois que foi demitido, se tornou um fervoroso apoiador de Trump, com quem divide posições semelhantes sobre combate ao terrorismo e Rússia.

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