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Mobilização de familiares de PMs no Rio chega ao quarto dia sem definição

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A mobilização de parentes na porta de batalhões de Polícia Militar no Rio chegou ao quarto dia seguido nesta segunda-feira (13). Desde a madrugada de sexta (10) que parentes de policiais impedem a saída de viaturas e homens de farda de batalhões.

No sábado (11), o governo tentou acordo, sem sucesso, para encerrar os piquetes. O Estado disse que o pagamento dos policiais estava condicionado à venda da Cedae (Companhia Estadual de Água e Esgoto).

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A venda da empresa está marcada para ser votada nesta terça (14) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). Familiares de PMs disseram à Folha de S.Paulo que são contra a venda da empresa para pagamento de salários e bonificações atrasadas.

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), está nesta segunda (13) no STF (Supremo Tribunal Federal) para negociar a aplicação antecipada dos termos do acordo de recuperação fiscal firmado com a União.

O governo precisa tomar diversas medidas para ter o direito de não pagar os juros da dívida que tem com a União, medida que daria alívio nas contas públicas do Estado. Entre elas, está a privatização da Cedae e o aumento da contribuição previdenciária dos servidores, duas propostas que encontram forte resistência do funcionalismo público do Rio, que tem feito protestos semanais contra o ajuste.

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As medidas têm de ser votadas na Assembleia Legislativa do Rio. O governo tenta com o Supremo o direito de adotar as medidas antes mesmo de elas serem votadas no Parlamento estadual.

MOBILIZAÇÃO

Desde sábado (11) que o comando da PM tenta desmobilizar o protesto dos familiares de agentes. A reportagem verificou que na porta de diversos batalhões há homens sem farda e sem poder assumir o serviço dos plantões. Carros policiais são vistos no interior das unidades sem poder sair.

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São ao menos 27 batalhões com mobilização nas portas, de um total de 39 no Estado. O comando da polícia está determinando a troca de escalas fora dos batalhões e até chegou a retirar policiais de batalhões de helicópteros, para driblar os piquetes.

Ainda é difícil mensurar os efeitos práticos da mobilização. No domingo (12), uma briga entre torcedores do Flamengo e Botafogo, em partida do campeonato estadual, terminou com uma pessoa morta por tiro e outros oito torcedores feridos.

A PM diz que o policiamento no estádio foi normal. Já familiares de policiais disseram que conseguiram barrar na porta dos quartéis parte do efetivo que tiraria serviço no entorno do estádio. Não há registro de violência fora do normal para o Estado desde que a mobilização começou.

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