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ATUALIZADA - Comandantes controlam com cadernos a atividade de policiais no ES

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CAROLINA LINHARES, ENVIADA ESPECIAL

VITÓRIA, ES (FOLHAPRESS) - Uma nova convocação de apresentação reuniu cerca de 60 policiais militares na praça Oito, no centro de Vitória, por volta das 8h deste domingo (12).

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Com um caderno, os comandantes de cada grupo de policiais anotaram quem atendeu ao chamado. A Secretaria de Segurança do Estado informou que 875 policiais se apresentaram neste domingo, nas regiões Norte e Sul do Espírito Santo e na Grande Vitória.

Durante a tarde, um novo chamado do comando da PM ordenou que policiais do Batalhão de Missões Especiais (BME) se apresentassem na Capitania dos Portos, a maior unidade da Marinha, em Vitória, às 13h. Segundo um deles, o BME tem cerca de 300 policiais e a maioria se apresentou, porém sem farda.

Em vídeo divulgado pelas redes sociais, o secretário de Segurança, André Garcia, e o comandante-geral da PM, Nylton Rodrigues, afirmaram que os policiais estão voltando às ruas e pediram aos capixabas que os recebam bem.

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No sábado (11), o comandante-geral da PM no Espírito Santo, Nylton Rodrigues, convocou os policiais a se apresentarem em praças e locais públicos da cidade, de onde partiriam para patrulhar a pé. Cerca de 600 policiais responderam ao chamado.

Na praça Oito, se concentram as divisões especializadas como cavalaria, trânsito e ambiental, por exemplo.

Cerca de metade dos policiais na praça se apresentou fardado. Em seguida, se dividiram para patrulhar a região central.

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"A ideia é, a partir da convocação, identificar quais são os problemas. Se não vieram por falta de transporte, por que vieram sem farda, e tentar corrigir", afirmou o tenente coronel Ramalho, comandante do policiamento metropolitano.

"É separar o joio do trigo, pra ser mais claro", completou.

O motim de policiais, no entanto, ainda é majoritário. O movimento concentra policiais de patentes mais baixas.

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Por isso, nas convocações de sábado e domingo, muitos dos que se apresentaram eram policiais de patentes mais altas ou do setor administrativo, que não faz patrulhamento nas ruas normalmente.

Até as 10h, o Sindicato da Polícia Civil tinha registrado dois homicídios. No total, já são 142 mortes no Estado desde o início do motim, no dia 4 deste mês.

Os ônibus estão circulando neste domingo em Vitória.

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ESTRATÉGIA

A estratégia da convocação em locais públicos é evitar que os policiais tenham que se apresentar nas unidades de polícia, como é a praxe.

Os portões das unidades estão bloqueados por acampamentos de familiares de policiais. As mulheres buscam impedir que os PMs saiam das unidades para trabalhar nas ruas.

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No sábado, 70 policiais chegaram a ser transportados de helicóptero para fora do quartel do Comando-Geral.

A Secretaria de Segurança Pública informou que 600 policiais se apresentaram em Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra e Cachoeiro no sábado. O efetivo da PM no Espírito Santo é de 10 mil policiais, sendo que 2.000 patrulham o Estado a cada dia.

PRESSÃO

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Nos últimos dias, aumentou a pressão sobre os policiais amotinados. Um total de 703 já foi indiciado pelo crime militar de revolta, que prevê de 8 a 20 anos de prisão.

Em visita a Vitória, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, divulgou nota informando que o órgão estuda federalizar o crime de motim, o que tornaria a punição mais célere.

O secretário de Governo Antônio Imbassahy anunciou que a base do governo no Congresso não deverá apoiar a anistia para policias do Estado que estão em greve.

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O ministro da Defesa Raul Jungmann fez um apelo na manhã de sábado, no 38º Batalhão de Infantaria, em Vila Velha, para que os policiais militares voltem ao trabalho e "honrem suas fardas e seus juramentos".

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