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EUA fazem objeção à escolha de Salam Fayyad como enviado da ONU na Líbia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os Estados Unidos fizeram objeção à escolha, feita pelo secretário-geral das Nações Unidas António Guterres, do ex-primeiro-ministro palestino Salam Fayyad como novo representante da ONU na Líbia.

Não ficou claro se a objeção, expressa em comunicado enviado nesta sexta (10) por Nikki Haley, embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, encerrou a candidatura de Fayyad.

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O porta-voz de Guterres, Stephane Dujarric, afirmou neste sábado (11) que a proposta de nomear Fayyad "estava baseada unicamente nas reconhecidas qualidades pessoais e de sua competência para a posição".

"Os Estados Unidos ficaram decepcionados em ver uma carta indicando a intenção de apontar o ex-primeiro-ministro da Autoridade Palestina para liderar a missão da ONU na Líbia", disse Haley em seu comunicado.

"Por muito tempo a ONU tem sido injustamente tendenciosa em favor da Autoridade Palestina em detrimento de nossos aliados em Israel", disse ela.

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Haley acrescentou que os Estados Unidos "atualmente não reconhecem o Estado Palestino ou apoiam o sinal que esta nomeação enviaria dentro das Nações Unidas."

RESPOSTA

Os palestinos classificaram como "discriminação" a decisão de Washington de barrar a indicação do ex-primeiro-ministro Salam Fayyad.

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"Barrar essa nomeação constitui um caso flagrante de discriminação baseado numa identidade nacional", lamentou em comunicado Hanan Ashraui, membro do comitê executivo da OLP (Organização para Libertação da Palestina), que tachou o argumento americano de "péssimo"

Fayyad, 64, foi primeiro-ministro da Autoridade Palestina de 2007 a 2013, e também ministro das Finanças em outras duas ocasiões.

Pela indicação de Guterres, Fayyad substituiria o alemão Martin Kobler, que era emissário da ONU na Líbia desde novembro de 2015.

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