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Pessoas devolvem produtos roubados em onda de saques no Espírito Santo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As delegacias do Espírito Santo começaram a receber produtos furtados de lojas em meio à crise de segurança pública que atinge o Estado há seis dias. Apenas o 8º DP (Goiabeiras), em Vitória, recebeu, na manhã desta quinta-feira (9), uma geladeira e um fogão furtados em lojas próximas.

O delegado Isaías Tadeu, titular da unidade, disse que as mercadorias foram devolvidas pelos suspeitos de cometerem o furto. "Vamos investigar os crimes, e, nesses casos, se for confirmado que eles foram os responsáveis, eles serão autuados pelo furto qualificado, com a redução da pena, pois houve o arrependimento posterior."

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A mesma situação vem ocorrendo na 7º delegacia regional de Cachoeiro de Itapemirim. "Uma sala da unidade já está cheia de materiais que foram devolvidos. A Polícia Civil orienta que a população devolva os materiais que foram furtados durante os últimos dias", disse o responsável pela unidade, delegado Paulo Rogério.

Desde que os PMs deixaram de patrulhar as ruas, há seis dias, foram registrados saques e depredações em várias cidades, o que fez com que a segurança fosse reforçada por homens das Forças Armadas e da Força Nacional. As mortes já somam 113, segundo o Sindicato dos Policiais Civis -o governo não confirma o número.

Como policiais militares não podem fazer greve, de acordo com a Constituição, um movimento de familiares dos PMs têm fechado, desde a última sexta (3), a frente dos batalhões, impedindo que os carros da corporação saiam. Durante a semana, houve protesto em frente ao comando-geral da PM para pedir a volta do policiamento.

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Os policiais pedem melhores condições aos policiais militares, como aumento de salário e adicionais por periculosidade e trabalho noturno. Segundo o Clube dos Oficiais da PM, os servidores estão há três anos sem receber recomposição da inflação –a última foi em 2014, de 4,5%. O último aumento salarial da categoria ocorreu em 2010.

Nos últimos dois dias, policiais civis também têm ameaçado parar em protesto por reajuste salarial. A categoria se reuniu nesta quinta e deu um prazo de 14 dias para o governo estadual atender suas reivindicações antes de deflagrar a greve.

O governador Paulo Hartung (PMDB), licenciado por problemas médicos, chamou a ação dos policiais militares de "chantagista" e "grotesca". "Estão cobrando resgate, mas não se paga resgate por aspecto ético nem pelo descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal", afirmou, em referência ao pedido de reajuste salarial de 65% até 2020.

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