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Em nova derrota de Trump, Justiça mantém suspensão de veto a imigrante

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Corte de Apelações de San Francisco, no oeste dos EUA, manteve nesta quinta-feira (9) a suspensão do decreto do presidente Donald Trump que impede a entrada de imigrantes de sete países e refugiados no país.

A continuidade da liberação é mais uma derrota para o republicano, que deve abrir uma disputa mais intensa com a Justiça. A decisão deverá ser levada pelo governo à Suprema Corte.

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A ordem presidencial, que determina o bloqueio à entrada de cidadãos de Síria, Líbia, Irã, Iraque, Iêmen, Somália e Sudão por 90 dias, e de refugiados por 120 dias, com base em uma possível ameaça à segurança nacional, foi suspensa por uma liminar, anunciada por um juiz de Seattle na sexta (3).

O decreto sofreu forte resistência popular, da oposição e até entre republicanos no Congresso. O presidente da Comissão, o republicano Michael McCaul, classificou a decisão presidencial como "problemática".

Desde a suspensão do decreto, no fim de semana, cidadãos dos países atingidos pela medida aproveitaram a "janela" para embarcar para os EUA antes que a proibição voltasse a valer. A liminar fez com os 60 mil vistos revogados desde a assinatura do decreto fossem revalidados.

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Trump sustenta que esses países apresentam ameaça terrorista -o Irã, por exemplo, é classificado por ele como o "Estado terrorista número 1"- e, no domingo, disse que o juiz James Robart, responsável pela liminar, e o sistema judiciário deveriam ser culpados se "algo acontecer" nos EUA.

Segundo os críticos, o decreto coloca em risco os soldados e os agentes de inteligência americanos, além de prejudicar o processo de coleta de informações valiosas para o governo.

Na quarta (8), o secretário de Segurança Doméstica, John Kelly, reconheceu que o governo deveria ter esperado mais para soltar o decreto.

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