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Diego Luna e Maggie Gyllenhaal criticam Trump no Festival de Berlim

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GUILHERME GENESTRETI, ENVIADO ESPECIAL

BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) - A mais politizada entre as grandes mostras de cinema, o Festival de Berlim começou nesta quinta (9) com recados ao recém-eleito presidente americano, Donald Trump.

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O primeiro safanão partiu do ator e diretor mexicano Diego Luna ("Rogue One: Uma História Star Wars"), que faz parte do júri internacional que premiará os melhores filmes da competição.

"Estou aqui para investigar como derrubar muros", disse Luna, em referência à tão propalada construção de uma muralha na fronteira entre os Estados Unidos e o México, defendida por Trump. "E quero trazer essa informação ao meu país", completou.

"E aos Estados Unidos também", complementou a atriz americana Maggie Gyllenhaal ("Batman: O Cavaleiro das Trevas"). "Quero que o mundo saiba que há muitos no meu país que estão prontos para resistir", disse ela.

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Luna brincou que vê uma única coisa positiva na eleição de Trump: "Deve haver uma reação a isso e eu quero participar dela".

O júri é presidido pelo cineasta holandês Paul Verhoeven, que se esquivou de comentar política, apesar do perfil engajado da mostra alemã.

"Estamos aqui para observar a qualidade dos filmes, e não a mensagem política deles. Espero ver diversidade, entusiasmo, ira e, talvez, filmes controversos", disse o diretor, que no ano passado lançou o polêmico "Elle".

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O Festival de Berlim vai até o próximo dia 19, com 18 títulos competindo pelo Urso de Ouro, entre eles o brasileiro "Joaquim", de Marcelo Gomes.

Um jornalista russo, nitidamente irritado, perguntou a respeito da ausência de filmes de seu país na competição: "É preconceito?".

Verhoeven brincou: "O que tenho a dizer é que gosto de Eisenstein", afirmou em referência ao expoente do cinema soviético.

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O jornalista GUILHERME GENESTRETI se hospeda a convite do Festival de Berlim

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