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Após reunião, governo e parentes de PMs abrem canal de negociação no ES

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CAROLINA LINHARES, ENVIADA ESPECIAL

VITÓRIA, ES (FOLHAPRESS) - Uma reunião entre secretários do governo do Espírito Santo e familiares de policiais militares estabeleceu um canal de diálogo entre as duas partes no fim da noite desta quarta-feira (8).

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"Estou muito confiante nas mulheres e nos policiais de que nós vamos conseguir, com bom senso, restaurar a sanidade, porque estamos vivendo estado de insanidade", disse o secretário de Direitos Humanos, Júlio Pompeu.

Onda de violência no ES PM está em motim desde o dia 3 de fevereiro Com motim da PM, ES tem aumento de violência e pede ajuda do Exército Justiça diz ser ilegal greve de PM no ES e estipula multa de R$ 100 mil por dia Após ataques, ruas de Vitória ficam vazias e shoppings fecham as portas Onda de violência em Vitória superlota departamento de medicina legal O movimento, que bloqueia a saída de policiais militares dos batalhões, reivindica 100% de aumento para toda a categoria e anistia aos policiais e familiares envolvidos no motim iniciado na última sexta (3) e que provocou uma onda de violência pelo Estado, resultando em 95 mortes, segundo o sindicado dos policiais civis -o governo não deu números da violência.

Pompeu afirmou que a proposta será analisada. Pela manhã, o governador em exercício César Colnago, e o governador Paulo Hartung, afastado por se recuperar de um tumor na bexiga, descartaram a possibilidade de aumento diante da crise financeira.

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Um novo encontro está marcado para esta quinta (9) às 14h.

Presidentes das associações de classe de policiais militares também participaram da reunião.

Segundo Pompeu, o problema das reuniões anteriores era que a liderança do movimento de familiares não era clara, apresentando reivindicações diferentes a cada encontro.

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"Recebíamos um grupo de mulheres, mas esse grupo era depois desautorizado por outras mulheres. Chegamos a negociar a saída de policiais para as ruas e depois desmentiram", disse.

O secretário afirmou que as mulheres estabeleceram uma liderança e "há um solo firme para avançar na negociação".

Para o major Rogério Fernandes Lima, presidente da Associação dos Oficiais Militares do Estado, as mulheres "demonstraram a grandeza que elas têm para manter um diálogo em prol da sociedade".

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O governo também instituiu um comitê permanente de negociação formado por Pompeu e pelos secretários de Controle e Transparência, Eugênio Ricas, e da Fazenda, Paulo Roberto Ferreira, além do secretário-chefe da Casa Civil, José Carlos da Fonseca Júnior.

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