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A líder legislativo, Maia promete unir Parlamentos da região por Venezuela

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Julio Borges, recebeu nesta quarta (8) a promessa do colega brasileiro, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de fazer uma reunião com os líderes legislativos da América do Sul sobre a crise no país.

Em Brasília, Borges discutiu com o presidente da Câmara a situação política no vizinho e pediu apoio à libertação de opositores presos, principalmente o deputado Gilber Caro, encarcerado mesmo tendo imunidade parlamentar.

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Sobre a comissão, o brasileiro disse esperar que a reunião sirva como uma forma de integrar os parlamentos, embora a proposta inicial seja a de "restabelecer uma situação de normalidade democrática" na Venezuela.

"Uma primeira reunião [é importante] para que possamos deixar claro que nosso Parlamento entende que a situação que vive hoje a Venezuela e seu Parlamento precisa ser superada o mais rápido possível", afirmou.

O responsável por articular a relação com as Câmaras dos países vizinhos será o deputado Rubens Bueno (PPS-PR). Maia também sugeriu levar ao plenário uma moção de apoio às reivindicações da oposição venezuelana.

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Dominada pela oposição, a Assembleia Nacional foi colocada em desacato em agosto pelo Tribunal Supremo de Justiça, cuja maioria é de aliados do presidente Nicolás Maduro, motivo pelo qual nenhuma de suas decisões tem valor.

O chavista também ameaça os legisladores a fechar a Casa devido ao desacato. No encontro, Borges citou ainda o aumento da imigração dos venezuelanos devido ao que chamou de autoritarismo do governo.

Ele mencionou a necessidade de novas eleições locais. "Nosso país precisa, exige de maneira urgente uma mudança e isso pode ocorrer se, com a força da população, conseguirmos que o voto se imponha", disse o venezuelano.

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OUTROS ENCONTROS

Em seguida, Julio Borges se encontrou com o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e com o ministro das Relações Exteriores, José Serra, no Palácio do Itamaraty.

"Nós defendemos que a democracia prevaleça, que as eleições aconteçam e que povo da Venezuela decida o que é melhor para eles. Ditaduras, nem de esquerda e nem de direita", afirmou Eunício Oliveira.

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Já Serra entregou o original da carta que o presidente Michel Temer enviou a Borges na última sexta (3). O líder do Legislativo venezuelano publicou uma tradução livre da correspondência na terça (7).

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