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ATUALIZADA - Descarrilamento fecha estações da linha 3-vermelha do metrô de SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um descarrilamento interrompeu a circulação de trens, na tarde desta terça-feira (7), entre as estações Arthur Alvim e Corinthians-Itaquera, da linha 3-vermelha do metrô de São Paulo. Segundo o Metrô, as duas estações da zona leste foram fechadas e não há previsão de normalização das operações.

O descarrilamento aconteceu por volta das 15h e fez com que os passageiros desembarcassem nas passarelas de emergência para retornar às plataformas. Uma mulher ficou ferida levemente no pulso.

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Segundo o Metrô, as causas do acidente ainda serão apuradas. Técnicos ainda estão no local para desobstruir os trilhos, mas não há previsão de liberação. A linha é a mais movimentada do metrô ?transporta 1,234 milhão de passageiros todos os dias.

Por conta disso, foi acionado o Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) com a CPTM, que está mantendo abertas as integrações entre os sistemas nas estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera como opção para os usuários.

A circulação permanece normal entre as estações Barra Funda e Patriarca, apesar de ter ocorrido com velocidade reduzida e maior tempo de parada, com passageiros relatando demora de até 30 minutos em trechos que percorrem em minutos. Como reflexo, a linha 1-azul também operou com restrição de velocidade no período.

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"Entrei na Santa Cecília às 16h, fiquei 43 minutos só na fila pra passar a catraca e, quatro horas depois, estou aqui esperando meu pai me buscar de carro. De ônibus, sem chance", falou a engenheira Tatiane Nunes, 24, que mora em Itaquera.

Grávida de oito meses, a dona de casa Cristina Calhau, 24, esperou 1h30 na República pela melhora do transporte, mas desistiu. "Ia descer no Belém. Agora, vou pegar ônibus até o Parque Dom Pedro e, de lá, pegar mais um ou dois ônibus para ir para casa."

Em entrevista ao "SPTV", da TV Globo, o gerente de operações do Metrô, Wilmar Fratini, disse que os engenheiros "vão fazer uma investigação criteriosa para identificar" as causas do acidente. "O trem estava viajando em uma situação normal", afirmou o técnico.

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O Sindicato dos Metroviários disse que o maquinista relatou uma trepidação antes do acidente e que o Metrô havia determinado o recolhimento do trem assim que chegasse à próxima estação. Segundo Alex Fernandes, coordenador do sindicato, o vagão "se arrastou nos trilhos" por cerca de 2 km, arrancando parafusos e danificando os dormentes da via. "Se não fosse a grade proteção, o trem teria caído na avenida [que margeia a linha]", disse.

O último descarrilamento registrado no metrô de São Paulo foi em agosto de 2013 perto da estação Palmeiras-Barra Funda (zona oeste). O trem envolvido no acidente era da da frota K, a mesma do acidente desta terça. São composições com mais de 30 anos e que passaram por reformas de modernização para continuar circulando.

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