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Com desempate inédito, Senado aprova indicada de Trump para a Educação

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Com um inédito desempate pelo vice-presidente americano, o Senado dos EUA aprovou nesta terça (7) o nome da filantropista Betsy DeVos, 59, como secretária de Educação.

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Apesar de os republicanos terem uma maioria de 52 dos cem assentos do Senado, DeVos só obteve 50 votos favoráveis à sua indicação -e 50 contra.

O empate, o primeiro numa nomeação para o gabinete presidencial na história dos EUA, foi superado com o voto favorável do vice-presidente Mike Pence -que, pela legislação americana, é também o presidente do Senado. Os vice-presidentes podem votar apenas em situação de empate.

Os dois votos republicanos contrários a DeVos foram de Susan Collins, do Maine, e Lisa Murkowski, do Alaska. Os democratas chegaram a fazer uma "vigília" durante a madrugada desta terça, com um revezamento de discursos, na tentativa de conseguir converter mais algum voto republicano e barrar a nomeação.

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A principal crítica a DeVos é que a bilionária ativista educacional, que defende a política de vales para que os pais possam matricular seus filhos em escolas privadas, vá enfraquecer o ensino público.

Hoje, a grande maioria dos estudantes frequenta a escola pública nos EUA. As escolas particulares cobram anuidade e são a opção escolhida especialmente por quem quer matricular os filhos num tipo específico de ensino, como os religiosos.

Pouco depois da aprovação, Trump disse que o voto em DeVos foi "um voto para que cada criança tenha a chance de uma educação de primeira classe". A nova secretária tomará posse ainda nesta terça.

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GABINETE

Mesmo com maioria republicana no Senado, Trump tem enfrentado resistência em confirmar seus indicados.

Dos 15 nomes que ele precisa aprovar, foram confirmados apenas sete, com DeVos: os secretários de Estado (Rex Tillerson), de Defesa (James Mattis), de Segurança Nacional (John Kelly) e de Transportes (Elaine Chao), além do diretor da CIA (Mike Pompeo) e da embaixadora na ONU (Nikki Haley). Obama, no mesmo período, tinha 11 nomes aprovados já.

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Os senadores republicanos têm criticado os democratas por tentarem atrasar a formação deste governo. Os opositores, por sua vez, dizem que a culpa é de Trump, que escolheu nomes controversos para as pastas.

Nesta semana, são esperadas as votações das nomeações de secretário de Justiça (o senador pelo Alabama Jeff Sessions), de secretário de Saúde (o deputado da Georgia Tom Price) e de secretário do Tesouro (o banqueiro Steven Mnuchin).

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