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Líder da Câmara dos Comuns britânica se opõe a ida de Trump ao Parlamento

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara dos Comuns do Reino Unido, John Bercow, se opôs nesta segunda-feira (6) a um discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, no Parlamento britânico durante sua visita ao Reino Unido neste ano.

O discurso foi feito após duas semanas de protestos contra a ida do republicano a Londres. Os manifestantes exigem que a primeira-ministra, Theresa May, retire o convite que fez em visita a Washington, em 29 de janeiro.

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Aos parlamentares, Bercow disse que o veto à entrada de imigrantes e refugiados nos EUA e a reação do americano à liminar que derrubou a medida reforçaram sua rejeição ao discurso de Trump na sede do Legislativo.

"Antes da imposição ao veto migratório, eu já me opunha fortemente ao discurso no Palácio de Westminster [sede do Legislativo]. Depois disso, eu me oponho ainda mais a um discurso de Trump no Palácio de Westminster."

Ele pediu aos colegas que levassem em consideração "a oposição ao racismo e ao sexismo e o apoio à igualdade legal e a um Judiciário independente". "[A visita] não é um direito automático, mas uma honra conquistada."

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Bercow disse que advogará por não permitir o discurso em encontro com o presidente da Câmara dos Lordes, Norman Fowler, e ao lorde Chamberlain. O americano só será convidado se houver a aprovação de pelo menos dois deles.

Dentre os líderes convidados a discursar no Legislativo, estão o ex-presidente dos EUA Barack Obama e sul-africano Nelson Mandela. Não houve convites, porém, aos republicanos George W. Bush e Ronald Reagan.

INCOMUM

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A manifestação do presidente da Câmara dos Comuns é considerada incomum. Pela tradição do Legislativo, espera-se que eles se abstenham de entrar em brigas partidárias e outras divisões políticas.

A tomada de posição de Bercow foi comemorada pelos trabalhistas, que reuniram firmas de 161 dos 650 legisladores em um abaixo-assinado exigindo que Theresa May desista da ideia de convidar o republicano.

A moção se soma a uma coleta de assinaturas de cidadãos britânicos contra a visita, que tem o apoio de mais de 1,8 milhão de pessoas. A petição será analisada pelos parlamentares no próximo dia 20.

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Membros do governo consideraram o pronunciamento fora de tom e que o presidente deveria conhecer os planos de Trump. Eles dizem que o republicano sequer cogitava o discurso devido à sua crítica ao establishment.

Segundo os integrantes do governo britânico, ele preferirá "eventos que deem grande visibilidade", como as visitas à rainha Elizabeth 2ª e outros encontros com a família real, como a troca da guarda cerimonial e o desfile militar.

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