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Após ataques, ruas de Vitória ficam vazias e shoppings fecham as portas

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LEONARDO HEITOR

VITÓRIA, ES (FOLHAPRESS) - Os shoppings de Vitória (ES) fecharam as portas, e as ruas da capital capixaba estão praticamente vazias no terceiro dia de greve dos policiais militares com registros de dois ônibus incendiados, lojas saqueadas e alta de assassinatos no período.

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Com a onda de saques e de violência, os comerciantes evitaram abrir as portas. Seis shoppings não abriram pela tarde. Depois dos ônibus incendiados e da falta de policiais, motoristas decidiram paralisar o transporte coletivo a partir das 16h desta segunda (6).

Com o aumento dos homicídios, o Ministério da Justiça autorizou o envio de reforço da Força Nacional ao Espírito Santo. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, o Estado registrou 52 homicídios desde sábado (4). Em janeiro, o Estado teve uma média de quatro homicídios por dia. Em 2016, foram registrados 1.181 mortes -média de 98 por mês.

Entre os moradores, o clima era de insegurança nesta segunda. Muitos tiveram a rotina alterada, como o dentista Leonardo Regiani, 34. Oito dos 12 pacientes agendados desmarcaram suas consultas, por medo. "O maior problema é em relação a essa indefinição. Não sabemos até quando vai durar esta situação. Até para pagar contas está complicado, já que os bancos estão fechando".

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Para Christine Nolasco, 36, gerente de loja nos Shoppings Vitória e Praia da Costa, o fechamento das portas foi uma medida sensata."Foi horrível chegar ao trabalho e até mesmo pensar em ter que sair de casa e como a rua estaria. Tive muito medo e todos os meus colegas de trabalho também estavam apavorados".

A insegurança também impactou na volta do ano letivo. Escolas particulares e públicas cancelaram as aulas nesta segunda. "Tenho evitado sair de casa e só saio quando é muito necessário, e com alguém comigo. Hoje seria meu primeiro dia de aula, mas já foi adiado e não sei quando voltarei a estudar", disse a estudante Isadora Corteletti, 17.

Decisão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) nesta segunda-feira (6) considerou ilegal a greve da Polícia Militar no Estado e determinou o fim do movimento. No caso de descumprimento da ordem, a Justiça fixou multa diária de R$ 100 mil às associações de policiais militares.

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Os familiares dos policiais realizam manifestações em frente aos batalhões da PM, impedindo a saída de viaturas para o patrulhamento e atendimento de ocorrências. O TJ-ES também determinou a desobstrução dos acessos.

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