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Gil mostra boa forma ao reencontrar a Nação Zumbi, em show no Rio

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MARCO AURÉLIO CANÔNICO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Num reencontro muito festejado pelo público, os pernambucanos da Nação Zumbi receberam Gilberto Gil na noite desta quinta (2), em show na Marina da Glória, no Rio, como parte do festival Pepsi Twist Land.

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Após enfrentar um longo tratamento de insuficiência renal em 2016, que o levou a sucessivas internações e o deixou visivelmente abatido em apresentações ao vivo, o baiano mostrou vigor e animação ao juntar-se à banda para apresentar versões remodeladas de alguns de seus sucessos.

Se "Refazenda" perdeu sua singeleza característica ao ser modificada para encaixar os tambores e guitarras da Nação, o afoxé "Filhos de Gandhi" ganhou mais suingue, assim como "A Novidade" (a mais cantada pela plateia), em versão reggae.

Gil e a Nação também lembraram ao público, predominantemente jovem, que já se conheciam há mais de duas décadas, desde antes da morte do vocalista Chico Science. Juntos, entoaram ainda "Macô", canção que o veterano gravou no segundo disco dos pernambucanos ("Afrociberdelia", 1996).

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Por fim, chamaram ao palco Jorge Mautner para cantarem a faixa que os une, "Maracatu Atômico" -composição de Mautner (com Nelson Jacobina) que Gil havia gravado em 1974 e que a Nação Zumbi regravou em seu segundo disco.

Apesar dos escorregões típicos desse tipo de encontro, geralmente pouco ensaiados, o resultado geral foi empolgante para a plateia, ressoando no palco. Gil tocou guitarra, soltou seus agudos e regeu o coro da audiência, sendo saudado por público e banda.

Antes da entrada do baiano, os pernambucanos mostraram sua tradicional mistura do peso do maracatu com a estridência da guitarra de Lucio Maia, alternando canções de seu último disco ("Nação Zumbi", 2014) com sucessos antigos, como "A Praieira" e "Manguetown".

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O Pepsi Twist Land continua nesta sexta (3) com shows de Liniker, Johnny Hooker e a Banda Uó. No sábado (4), é a vez do rapper Criolo.

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