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Trump recua, e diz que assentamentos de Israel podem não ajudar para paz

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Casa Branca disse nesta quinta (2) que a construção de novas colônias de Israel nos territórios palestinos pode não ajudar a paz, um recuo do presidente Donald Trump na política que prometeu ter com o Estado judaico.

Segundo o porta-voz do republicano, Sean Spicer, Trump não tomou nenhuma posição sobre a obra das colônias, mas o assunto será discutido em visita do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, a Washington, no dia 15:

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"Apesar de nós não acreditarmos que a existência de assentamentos seja um impedimento para a paz, a construção de novos assentamentos ou a expansão dos existentes além de seus limites pode não ajudar a chegar a este objetivo."

A declaração é feita horas após Netanyahu anunciar o primeiro assentamento novo na Cisjordânia em 24 anos, com capacidade para 3.000 casas. O local servirá para abrigar os moradores de outra colônia, que será derrubada após uma decisão da Justiça.

Desde a posse de Trump, em 20 de janeiro, o governo israelense prometeu construir mais 5.500 casas em colônias nos territórios palestinos, contrariando a rejeição da comunidade internacional, principalmente da Europa.

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O chefe de governo é movido principalmente pelo apoio do republicano. Trump indicou como seu embaixador no país David Friedman, que financiou assentamentos e prometeu mudar a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, e indicou o genro, Jared Kushner, que é judeu, para assessorá-lo no processo de paz.

O americano também criticou seu antecessor, Barack Obama, por se abster na votação no Conselho de Segurança da ONU que condenou a colonização dos territórios palestinos e exige que Israel ponha fim nos novos projetos.

A chegada de Trump acontece após oito anos em que o governo israelense passou às turras com Obama. O democrata via a construção dos assentamentos como prejudicial e tentou um acordo de paz no Oriente Médio.

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Atualmente mais de 400 mil israelenses moram em colônias na Cisjordânia e 200 mil em Jerusalém Oriental, territórios que os palestinos reivindicam como parte de seu futuro Estado. Há outras cem colônias ilegais na região.

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