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EUA revisam sanções a Moscou para facilitar venda de eletrônicos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Secretaria do Tesouro dos EUA revisou nesta quinta-feira (2) as sanções contra o FSB (Serviço de Segurança Federal da Rússia) para facilitar a venda de equipamentos eletrônicos americanos para o mercado russo.

A medida fazia parte das punições colocadas pelo ex-presidente Barack Obama às agências de inteligência de Moscou devido aos ataques cibernéticos e à suposta interferência na eleição que levou Donald Trump à Casa Branca.

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Segundo o órgão, o alívio às restrições permitirá às empresas americanas fazer transações limitadas com o FSB para exportar eletrônicos com criptografia, que precisam de aval da agência para serem homologados na Rússia.

A retirada da regra era pedida pelas companhias de tecnologia porque poderia prejudicar o comércio de produtos como programas, aplicativos, celulares, computadores e periféricos que usem qualquer tipo de criptografia.

Este tipo de ajuste nas sanções é feito comumente pelo Departamento do Tesouro para minimizar consequências para as empresas americanas. Segundo analistas, a revisão provavelmente já era avaliada antes da posse de Trump.

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Nesta quinta, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse também se tratar de uma prática comum. Pouco antes, o presidente negou qualquer alteração na relação com a Rússia. "Eu não amenizei nada", disse.

Os serviços de inteligência americanos acusam a FSB de envolvimento nos ataques cibernéticos a divisões do Partido Democrata durante a eleição para beneficiar Trump e prejudicar a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

Os ataques foram feitos aos sistemas de e-mail e mensagens instantâneas de diversos membros do partido. Junto com as sanções à FSB e a outra agência russa, Obama anunciou a expulsão de 35 diplomatas de Moscou.

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Na época, Trump disse que as acusações eram "ridículas" e que se tratava de uma vingança de Obama por seu partido ter perdido a eleição. Pouco antes de assumir, disse ser uma vantagem ter a simpatia do líder russo, Vladimir Putin.

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