Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

México deve ganhar tempo contra Trump, diz ex-chanceler do país

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

MARIANA CARNEIRO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O México deve agir para ganhar tempo contra as decisões do presidente dos EUA, Donald Trump, retardando e gerando custos "desagradáveis" ao americano, até que seu apoio dentro dos EUA esmoreça e ele se abra ao diálogo externo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A estratégia sugerida pelo ex-ministro mexicano de Relações Exteriores Jorge Castañeda reconhece que o México tem poucas opções para reagir às políticas do novo presidente americano.

"Somos o mais fraco da classe, é mais fácil entrar numa briga conosco do que contra a China ou a Alemanha", diz.

O mexicano, que está em São Paulo em um evento do banco Credit Suisse, afirma que o muro prometido por Trump para separar os dois países pode ser a agressão mais simbólica da nova gestão americana, mas não a mais importante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele afirma que mais relevante para o México é a sobrevivência do Nafta, tratado comercial dos países da América do Norte.

Castañeda afirma que o México não deve assumir o discurso "será pior para os EUA" ou ameaçar deixar antes o Nafta, pois isso poderia acelerar a decisão de Trump. Tentar renegociar o tratado em outros termos tampouco seria produtivo.

"Mais fácil deixarem os EUA saírem do que perder dois anos de negociação."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O discurso de Trump alegando uma invasão de produtos mexicanos não chega a ser desprovido de lógica, admitiu Castañeda. Segundo ele, por anos, o México vem sustentando um superavit comercial com os EUA equivalente a 5% do PIB mexicano.

Grandes problemas também podem ser gerados no México com a ameaça de deportação em massa. O primeiro é a redução de remessas dos EUA para famílias no México, o que poderia ter efeitos macroeconômicos.

O segundo problema seria o aumento da violência. Ele citou como exemplo El Salvador, cuja deportação em massa dos EUA nos anos 1990 e início de 2000 produziu uma explosão da violência e do crime organizado no país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele teme ainda que, com o aumento da dificuldade em atravessar a fronteira, o trabalho dos coiotes fique mais caro e desperte o interesse de organizações criminosas mais violentas para o que pode se tornar um negócio mais lucrativo e mais perigoso.

Outro efeito perverso para o México, em sua visão, é o caldo nacionalista que poderá se criar no país, o que poderia resultar na vitória de um candidato com discurso paroquial na eleição de 2018, o que colocaria em risco as reformas econômicas realizadas na gestão de Enrique Peña Nieto.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV