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Trump compara muro na fronteira com México ao de Israel na Palestina

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comparou o muro que pretende construir na fronteira com o México ao muro construído por Israel na Palestina.

"O muro é necessário", disse Trump, em entrevista à rede Fox News veiculada nesta quinta-feira (26). "Isso não é apenas política, e ainda é bom para o coração da nação porque as pessoas querem proteção e um muro protege. Tudo o que você precisa fazer é perguntar a Israel."

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Israel começou a construir esse muro em 2002 para impedir ataques palestinos, após a onda de atentados suicidas que atingiu o país em 2000. A barreira é criticada pela comunidade internacional por isolar populações palestinas. Em 2004, a Corte Internacional de Haia declarou que a construção do muro é ilegal.

O muro israelense, quando terminado, terá cerca de 700 km de extensão. Se completado, o de Trump na fronteira EUA-México terá 1.046 km.

REFUGIADOS

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O presidente americano, na entrevista, defendeu também a proposta de banir o recebimento de refugiados, segundo decreto que Trump deve assinar neste sábado (28).

Cidadãos de Irã, Iraque, Síria, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen estariam proibidos de obter vistos americanos por ao menos 30 dias.

"Nós temos recebido dezenas de milhares de pessoas. Não sabemos nada sobre eles", disse Trump. "Algumas pessoas tem vindo com más intenções. A maioria não, eu presumo, mas não podemos correr o risco."

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SUBMARINOS

Na entrevista, Trump disse ainda que o país precisa de mais submarinos, mas quer comprá-los a um preço menor, renovando sua campanha para que fornecedores do setor de defesa reduzam os preços pagos pelo Pentágono.

"Estamos com poucos submarinos e iremos construir novos submarinos, mas o preço é muito alto, então estou cortando os preços", afirmou.

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Duas companhias sediadas nos EUA, a Electric Boat, divisão da General Dynamics, e a Newport News Shipbuilding, da Huntington Ingalls Industries, fabricam os submarinos nucleares da Marinha dos EUA. Nenhuma das duas empresas responderam a pedidos de comentários.

Desde que venceu a eleição em novembro, Trump tem pressionado fornecedores do setor de defesa dos EUA a reduzirem o custo de produtos vendidos ao Pentágono.

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