Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Melania imita Jackie Kennedy em posse de coincidências e estilo datado

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÓ PODE SER PUBLICADO NA ÍNTEGRA E COM ASSINATURA

PEDRO DINIZ

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ex-modelo Melania Trump quase não teve roupa para usar na posse do marido, o novo presidente americano, Donald J. Trump. Após ver suas opções de "look" minguarem por causa de um boicote da indústria de moda americana à sua família, ela acabou, como se especulava, usando um conjunto do estilista americano Ralph Lauren. À combinação de vestido de cashmere e casaqueto ela arrematou um par de luvas. Tanto o acessório de mãos quanto o tom pálido de azul adotados por Melania eram escolhas corriqueiras da ex-primeira-dama Jacqueline Kennedy (1929-1994) em eventos sociais.

Não causa espanto o fato de a novata ter escolhido o designer, nem que tente se aproximar do estilo de sua antecessora mais famosa, chamada de "rainha dos EUA" na gestão do marido, John F. Kennedy.

Lauren foi o estilista da campanha de Hillary e representa, assim como Trump, o "sonho americano". Foi pobre, empreendeu e construiu um império de bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Inicialmente, o estilista havia declarado que não gostaria de vestir a primeira-dama, mas, segundo disse um porta-voz da marca ao jornal "The New York Times", voltou atrás porque "a posse presidencial é o momento de os EUA mostrarem seu melhor ao mundo".

Melania deve, então, assumir um simulacro de Jacqueline Kennedy. Sorrir para a foto, acompanhar o marido em viagens oficiais e promover festas estonteantes no castelo de vidro de sua Trump Tower, em Nova York. O próprio presidente já havia comparado a mulher a Jackie O. em um dos seus vários arroubos megalomaníacos.

Fica claro, porém, que os EUA não precisam, nem querem, outro exemplo de mulher do lar, preocupada em servir ao homem e ser mãe exemplar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Michelle Obama, a antecessora, mostrou ao povo americano um estilo de primeira-dama ativa na agenda do presidente e comprometida com suas próprias causas. Preferiu criar um estilo a reproduzir outro. Convenceu com discurso e diplomacia, muitas vezes explícita em roupas.

Esse papel será de Ivanka Trump, a "primeira-filha", que se mudou hoje de Nova York para Washington com o marido, Jared Kushner.

Assim como fez sua madrasta, a gentileza dispensada à moda americana foi regra na escolha do "look", um casaco assimétrico combinado a uma calça de alfaiataria, tudo da grife homônima do imigrante dominicano Oscar de La Renta (1932-2014).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conjunto, branco, é bem diferente do estilo "ladylike" e dos tubinhos justos usados por ela na campanha presidencial, quando, ao lado da irmã Tiffany, servia ao candidato com uma imagem de "garota-inteligente-do-papai".

Hoje, nenhuma das mulheres de Trump desbancou Michelle Obama no quesito moda. Segundo dados do Google Trends, a antiga primeira-dama encabeça a lista de pessoas mais vistas quando se procura o termo "vestidos de posse". Atrás dela está Ivanka, depois Melania e, em quarto, claro, Jaqueline Kennedy.

PRIMEIRA-FILHA

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O segundo posto faz sentido. Será Ivanka quem trabalhará para defender qualquer interesse de Trump com o público feminino, rancoroso após as declarações misóginas do novo presidente. A cadeira da primeira-dama na Casa Branca será ocupada por ela.

Outro ponto de interesse foi a escolha cromática dos quatro personagens principais dessa posse. Obama, de gravata azul, combinava com o vestido "Jackie" de Melania, e Trump, de acessório vermelho, fazia par cromático com o vestido alguns tons mais escuros de Michelle.

A ideia de unidade transmitida por essa "coincidência" provavelmente foi obra das equipes de marketing dos adversários no pleito, uma tentativa de acalmar mercados e a sociedade civil americana, dividida entre um casal que levou personalidade ao poder e uma cópia do que há de mais antigo, retrógrado e fora de moda na política.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV