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Artista que fez famoso pôster de Obama ataca Trump em cartazes

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SILAS MARTÍ

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um protesto colorido contra Donald Trump, novo presidente dos Estados Unidos, vai circular neste 20 de janeiro, dia em que o empresário assume a Casa Branca, na contracapa do primeiro caderno do jornal "Washington Post".

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Famoso por ter criado o pôster em que o rosto de Barack Obama aparece estampado sobre a palavra "hope", inglês para esperança, o artista plástico Shepard Fairey usou os mesmos traços expressionistas e as cores da bandeira americana para retratar três tipos de mulher.

Uma muçulmana, uma latina e uma negra -na visão de Fairey os três grupos mais prejudicados pela presidência Trump- aparecem nos cartazes impressos como anúncios num dos maiores diários dos Estados Unidos.

Quase 23 mil apoiadores doaram cerca de US$ 1,4 milhão, ou R$ 4,5 milhões, para financiar, por meio de uma campanha on-line, a compra do espaço publicitário no jornal e fazer circular as imagens.

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Essa estratégia de imprimir o protesto em páginas da imprensa tem a ver com restrições a objetos que podem ser levados à cerimônia da posse de Trump -autoridades proibiram cartazes e faixas nos arredores do Capitólio por motivos de segurança, embora eles sejam permitidos ao longo do trajeto que fará a carreata do novo mandatário.

Os cartazes de Fairey trazem ainda as inscrições "nós, o povo", frase que dá início à Constituição americana, seguida dos dizeres "somos maiores do que o medo", "protegemos uns aos outros" e "defendemos a dignidade".

Outros artistas, Ernesto Yerena e Jessica Sabogal, também participam da ação de Fairey, com mais cartazes.

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Esse é mais um de uma série de protestos liderados por artistas e marcados para o dia da posse do novo presidente.

Nomes importantes das artes visuais do país também se mobilizam pedindo que galerias de arte e museus fechem as portas em repúdio a Trump, denunciando o que chamam de "mistura tóxica de supremacia branca, misoginia, xenofobia, militarismo e poder oligárquico" que, na visão deles, deve guiar a nova administração americana.

Entre os apoiadores do movimento que ficou conhecido como J20 Art Strike, ou greve da arte do dia 20 de janeiro, estão o escultor Richard Serra e a fotógrafa Cindy Sherman.

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