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Integrantes do MTST ocupam prédio da CDHU no centro de São Paulo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) ocuparam na manhã desta quinta-feira (19) parte do prédio da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), na região central de São Paulo.

A Polícia Militar informou que o grupo se reuniu por volta das 9h na praça da Sé e, depois, caminharam até a rua da Boa Vista, onde fica a Secretaria do Estado da Habitação. Organizadores da manifestação afirmam que ao menos 1.500 pessoas participam do ato. A PM não informou número de manifestantes.

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Michel Nabarro, militante do MTST, afirmou que o movimento reivindica a regularização de terrenos ocupados para que possam ser destinados a moradia, além da participação do movimento em reuniões de conciliação com os proprietários dos terrenos.

"Também iremos cobrar o cumprimento dos compromissos pendentes com secretaria de Habitação dos projetos habitacionais do movimento, como o Roque Valente, em Embu das Artes, Oziel Alves, em Mauá, e as demandas da ocupação Povo Sem Medo do Embu e Povo Sem Medo do Capão, zona sul de São Paulo", disse o militante.

Segundo o movimento, o ato também é uma resposta à reintegração de posse de um terreno, denominado Colonial, na zona leste de São Paulo, onde cerca de 700 famílias ocupavam irregularmente a área. Durante a reintegração de posse houve confronto entre a polícia e as famílias do terreno ocupado.

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O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-teto), Guilherme Boulos, foi detido durante a reintegração e levado no 49º DP (São Mateus). O boletim de ocorrência foi registrado sob acusação de resistência, e cita a chamada teoria do domínio do fato. Por ela, a pessoa pode ser responsabilizada não só pelos seus atos, mas também por atos sob sua influência.

"Verifica-se que por possuir toda essa representatividade, poderia sim Guilherme, se fosse de seu interesse, senão impedido, ao menos minorado a reação de manifestantes contra agentes do Estado", diz o boletim de ocorrência. Segundo o documento, a doutrina jurídica tem "modernamente" adotado a teoria do domínio do fato em situações como a de Boulos.

O coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, nega ter cometido ou incitado atos violentos e diz que o movimento foi à invasão buscar uma saída negociada e pacífica.

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Em entrevista, ele afirma ainda que o policial responsável por sua detenção citou a participação dele em protesto diante da casa do presidente Michel Temer (PMDB).

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