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Policiais civis e agentes penitenciários fazem paralisação no Rio

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MARTHA ALVES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com pagamentos atrasados, agentes penitenciários e as categorias da Polícia Civil do Rio --entre elas inspetores e papiloscopistas-- anunciaram uma paralisação por tempo determinado a partir desta terça-feira (17). As decisões foram tomadas após assembleias das categorias.

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Os servidores da Polícia Civil fazem uma paralisação de 72 horas até que o Estado regularize o pagamento dos salários atrasados. Eles também cobram o pagamento do décimo terceiro, horas extras e premiações por metas alcançadas. Os atrasos ocorrem desde o segundo semestre de 2015.

A categoria ameaça iniciar uma greve caso o governo não pague os atrasados dentro do prazo de 72 horas, segundo A Colpol (Coligação dos Policiais Civis) do Rio.

Após o prazo estabelecido pelos grevistas, apenas 30% do efetivo trabalhará para manter o atendimento nos serviços essenciais, como prisões em flagrante, remoções de corpos de vias e ocorrências de homicídio.

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Durante a assembleia, também foi determinada uma paralisação automática no 6º dia útil do próximo mês caso o governo não faça o depósito na data estipulada.

Os agentes penitenciários também iniciaram uma paralisação nesta terça (17) por tempo determinado em todo o sistema penitenciário do Estado. Eles exigem o pagamento do salário de dezembro, do décimo terceiro e das horas extras do segundo semestre de 2016, além das gratificações de 2015.

Segundo o Sindsistema (Sindicato dos Servidores do Sistema Penal ), a paralisação iniciou por volta das 0h desta terça e deve terminar na próxima segunda (23). Depois, os servidores devem realizar nova assembleia para avaliar se continuam com o movimento grevista.

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Durante a paralisação, os servidores cumprem apenas serviços essenciais como alimentação dos presos, emergências médicas e alvará de soltura. O recebimento de visitas, novos presos e o encaminhamento de detentos a varas criminais também estão suspensos.

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