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ATUALIZADA - Ato contra aumento de tarifas termina em quebradeira em área nobre de SP

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ARTUR RODRIGUES E GIBA BERGAMIM JR.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Militantes do MPL (Movimento Passe Livre) fizeram na tarde desta quinta-feira (12) um protesto contra o aumento das tarifas dos bilhetes temporais e de integração no transporte público de São Paulo.

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Os manifestantes saíram por volta das 18h30 da avenida Paulista e tinham como destino a casa do prefeito João Doria (PSDB), no Jardim Europa (zona oeste de SP).

Por volta das 20h, contudo, a Polícia Militar bloqueou a avenida Europa, impedindo que os manifestantes chegassem à casa do novo prefeito. Questionado, o tenente-coronel Francisco Cangerana disse que não houve pedido nem de Doria nem do governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas que o bloqueio foi feito após conversa com o público no local.

O ato foi oficialmente encerrado pelo MPL por volta das 20h30, mas parte dos manifestantes que acompanhavam o protesto mascarados iniciaram um tumulto na rua Colômbia, atacando agências bancárias e pichando vitrines de lojas. Ao menos dez estabelecimentos, entre bancos e lojas de grifes, foram depredadas. As lojas fecharam as portas e pedestres se esconderam dentro dos estabelecimentos. A rua Oscar Freire foi fechada com sacos de lixos. A manifestação dispersou cerca de 15 minutos depois.

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]A manifestação foi mantida mesmo após a Justiça impor derrota a Geraldo Alckmin (PSDB) e barrar o reajuste da integração entre trilhos e ônibus, além de outras modalidades tarifárias. Apesar de ter sido excluído da ação, Doria resolveu seguir o padrinho político e restabelecer os valores de antes do aumento.

Os dois tucanos pretendem recorrer da decisão do Tribunal de Justiça.

A ideia do MPL, inicialmente, era fazer em frente à casa de Doria uma "solenidade" para entrega do "Troféu Catraca". "O novo prefeito de São Paulo receberá o prêmio na categoria 'Aumento Inovador', por seus esforços em aumentar as tarifas de transporte de formas criativas e diferentonas", afirma o site do grupo.

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De acordo com o MPL, anualmente, a prefeitura e o governo estadual aumentam as passagens para "beneficiar cartéis" e penalizam os trabalhadores. "Alckmin e Doria, de forma covarde, ameaçam aumentar a tarifa unitária. Nós não vamos aceitar. O prefeito é um mentiroso, que prometeu não aumentar a passagem e não cumpriu, por isso vamos até a casa dele", disseram os manifestantes, em jogral.

O grupo de ativistas Faísca levou uma faixa com as inscrições "contra o golpe tucano na passagem".

Segundo eles, o golpe foi Alckmin e Doria terem anunciado o congelamento da tarifa unitária, mas ao mesmo tempo elevado o preço das integrações entre ônibus, trens e metrô.

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Um integrante do MBL (Movimento Brasil Livre), grupo de oposição ao Passe Livre e que organizou os protestos a favor do impeachment tentou gravar entrevistas com manifestantes, mas acabou desistindo após ser identificado. O ato teve apoio de movimentos e partidos de esquerda, como o PSTU e PSOL (que elegeu a vereadora Sâmia Bonfim), que também participou do protesto.

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