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Contra tarifa mais cara no transporte, MPL inicia protesto até a casa de Doria

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ARTUR RODRIGUES E GIBA BERGAMIM JR.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Militantes do MPL (Movimento Passe Livre) iniciaram nesta quinta-feira (12) protesto com destino à casa do prefeito João Doria (PSDB), no Jardim Europa (zona oeste de SP).

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Os manifestantes saíram por volta das 18h30 da avenida Paulista pela avenida Rebouças.

A manifestação foi mantida mesmo após a Justiça impôr derrota a Geraldo Alckmin (PSDB) e barrar o reajuste da integração entre trilhos e ônibus, além de outras modalidades tarifárias. Apesar de ter sido excluído da ação, Doria resolveu seguir o padrinho político e restabelecer os valores de antes do aumento.

Os dois tucanos pretendem recorrer da decisão do Tribunal de Justiça.

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O MPL afirma que fará em frente à casa de Doria uma "solenidade" para entrega do "Troféu Catraca". "O novo prefeito de São Paulo receberá o prêmio na categoria 'Aumento Inovador', por seus esforços em aumentar as tarifas de transporte de formas criativas e diferentonas", afirma o site do grupo.

De acordo com o MPL, anualmente, a prefeitura e o governo estadual aumentam as passagens para "beneficiar cartéis" e penalizam os trabalhadores. "Alckmin e Doria, de forma covarde, ameaçam aumentar a tarifa unitária. Nós não vamos aceitar. O prefeito é um mentiroso, que prometeu não aumentar a passagem e não cumpriu, por isso vamos até a casa dele", disseram os manifestantes, em jogral.

O grupo de ativistas Faísca levou uma faixa com as inscrições "contra o golpe tucano na passagem".

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Segundo eles, o golpe foi Alckmin e Doria terem anunciado o congelamento da tarifa unitária, mas ao mesmo tempo elevado o preço das integrações entre ônibus, trens e metrô.

Um integrante do MBL (Movimento Brasil Livre), grupo de oposição ao Passe Livre e que organizou os protestos a favor do impeachment tentou gravar entrevistas com manifestantes, mas acabou desistindo após ser identificado. O ato teve apoio de movimentos e partidos de esquerda, como o PSTU e PSOL (que elegeu a vereadora Sâmia Bonfim), que também participou do protesto.

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