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Senado dos EUA dá primeiro passo para desmontar Obamacare

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (12) um primeiro passo para desmontar a lei de reforma da saúde do governo de Barack Obama. A proposta segue para a Câmara dos Deputados, onde deve ser votada na sexta-feira (13).

Aprovada pelo voto de 51 senadores contra 48, a medida instrui comitês da Câmara e do Senado a rechaçar, em até duas semanas, a política de subsídios governamentais para aquisição de planos de saúde, apelidada de Obamacare.

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A bancada republicana, que controla as duas Casas do Congresso americano, introduziu a medida contra o Obamacare por meio de procedimento orçamentário, que requere maioria simples para ser aprovado, ao invés dos 60% exigidos para passar legislações comuns. Dessa forma, foi possível evitar negociações com congressistas democratas.

"Precisamos agir rapidamente para trazer alívio para o povo americano", disse o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConell.

SAÚDE

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Introduzido em 2010, o Obamacare atende cerca de 20 milhões de americanos que, até então, não tinham cobertura de planos de saúde. Os democratas defendem a política, argumentando que ela expande o acesso à saúde e ajuda a controlar os gastos das famílias com seguros.

Os republicanos, por sua vez, dizem que o programa representa um inchaço das funções da administração federal e buscam transferir as responsabilidades de saúde pública para os Estados. Entretanto, crescem na legenda as resistências contra o desmonte imediato do Obamacare. Alguns congressistas alertam que, caso não seja apresentada de pronto uma política que o substitua, pode haver um colapso na saúde.

O presidente eleito, Donald Trump, defendeu em entrevista coletiva nesta quarta-feira (11) o fim do Obamacare e prometeu apresentar um programa substituto "simultaneamente" à aprovação, pelo Congresso, de Tom Price, sua indicação para secretário de Saúde.

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Os resultados da disputa em torno da política de saúde devem definir o equilíbrio político em Washington pelos próximos anos.

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