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Chefe de ética governamental critica Trump por passar negócios para filhos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O diretor da agência de ética do governo dos Estados Unidos, Walter Shaub, criticou na noite desta quarta-feira (11) a decisão de Donald Trump de manter seus negócios empresariais, transferindo o controle deles para seus filhos após assumir a Casa Branca.

Segundo Shaub, a decisão mais adequada seria que o presidente eleito "desinvestisse de negócios" que apresentassem possíveis conflitos de interesse com a administração pública. Além disso, o republicano deveria transferir seus ativos remanescentes para gestores neutros em um trust fechado, modelo em que o proprietário das empresas não tem acesso aos próprios negócios.

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Em comentário raro sobre decisões éticas da Presidência, Shaub sugeriu que Trump reconsiderasse o modelo de gestão de seus negócios.

Sua declaração foi feita horas depois de a advogada do magnata nova-iorquino, Sheri Dillon, detalhar em entrevista coletiva as medidas que serão adotadas para evitar conflitos de interesse durante a Presidência.

A advogada afirmou que Trump não desinvestirá de seus negócios e que suas organizações seguirão fazendo negócios nos EUA. "Não se deve esperar que [Trump] destrua a empresa que ele construiu", disse.

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Além disso, de acordo com Dillon, "nenhum novo negócio no exterior será feito durante a presidência" do republicano, que rejeitará presentes dados por governos estrangeiros. Possíveis lucros de sua rede hoteleira oriundos de governos estrangeiros serão "doados ao Tesouro americano".

Dillon também disse que as Organizações Trump terão um conselheiro de ética que terá que aprovar negócios que podem gerar preocupações sobre conflitos.

Durante a entrevista coletiva, o presidente eleito disse torcer para que seus filhos Eric e Donald Jr. tenham sucesso no comando de seus negócios. "Espero que daqui a alguns anos eu possa dizer: 'vejam só, vocês fizeram um bom trabalho'. Caso contrário, terei de dizer para eles: 'vocês estão demitidos'", disse o republicano, reproduzindo o bordão que utilizava quando apresentava o programa de TV "O Aprendiz".

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Desafetos do presidente eleito têm afirmado que os negócios de Trump podem gerar conflitos de interesse com a política externa de sua gestão. Fora dos EUA, o empresário tem ao menos 150 companhias em 25 países, segundo a emissora CNN. Seus negócios variam desde campos de golfe a marcas de vestuário, passando por cassinos e hotéis que levam seu nome.

De acordo com a revista "Forbes", Trump é dono de estimados US$ 3,7 bilhões (quase R$ 12 bilhões), fortuna que supera a soma patrimonial de seus 43 antecessores.

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