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Justiça libera adolescente de 15 anos acusado de matar garoto na Argentina

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SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O adolescente de 15 anos acusado de ter disparado contra o garoto Brian Aguinaco, 14, na véspera de Natal, causando sua morte, foi liberado pela Justiça argentina e viajou ao Peru, onde vivem seus pais e avós (o garoto tem dupla nacionalidade).

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O caso ganhou grande repercussão na Argentina e reavivou o debate sobre a redução da maioridade penal no país.

Na sequência da morte de Aguinaco, o governo Macri anunciou que trabalha numa reforma da lei criminal juvenil que, entre outras coisas, deve incluir a redução da maioridade penal, que atualmente é de 16 anos, para 14.

A ideia é que um projeto de uma nova lei contendo essas mudanças seja levado ao Congresso até o fim do ano.

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A liberação do adolescente acusado de matar Brian foi definida pelo juiz de menores Enrique Gustavo Velázquez, que decidiu que o garoto deveria ser entregue à família, no Peru, uma vez que não poderia ser acusado dentro da atual lei argentina.

Velázquez disse aos pais de Aguinaco que mantê-lo por mais tempo poderia gerar a acusação, por parte dos familiares do menor de que a Justiça argentina estava cometendo a infração de "privação ilegal da liberdade de um menor".

A medida causou revolta nos pais do adolescente morto. "Estou devastado, não consigo entender", disse Fernando Aguinaco.

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"Esperamos que, pelo menos, agora seja decidido que ele não possa reingressar ao país", disse o advogado da família, Guillermo Endi.

Até a liberação do acusado, o defensor da família esperava que se pudesse estender a permanência do garoto sob custódia da Justiça por mais dois meses, quando ele completará 16 anos, e então poderia ser acusado formalmente.

Os pais de Aguinaco, então, anunciaram que farão um chamamento para uma marcha maior, pedindo a redução da maioridade penal na Argentina, entre os dias 23 e 25 de janeiro.

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Dessa vez, o protesto já não seria mais no bairro de Flores, onde o crime foi cometido e vinham ocorrendo as manifestações anteriores, e sim no centro de Buenos Aires, diante do Congresso Nacional.

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