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Indicado por Trump para Justiça diz que evitará inquéritos contra Hillary

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Indicado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para ocupar o cargo de secretário de Justiça no futuro governo, o republicano Jeff Sessions disse nesta terça-feira (10), durante sabatina no Senado, que evitaria ordenar possíveis investigações contra Hillary Clinton, derrotada nas eleições de novembro.

Hillary foi alvo de inquéritos por ter utilizado um servidor privado de e-mails enquanto ocupava o cargo de secretária de Estado, no primeiro mandato do presidente Barack Obama.

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Ao ser questionado sobre como lidaria com as acusações contra a democrata, Sessions disse que, devido a comentários inflamados feitos por ele durante a campanha eleitoral, "a coisa correta seria me negar" a ordenar investigações.

O cargo de secretário de Justiça inclui também a função de promotor-geral.

O escândalo dos e-mails de Hillary foi alvo de polêmica durante a corrida pela Casa Branca. Antes do pleito, Trump prometeu "prender" Hillary se fosse eleito, mas posteriormente o magnata nova-iorquino afirmou ter desistido de processá-la.

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RACISMO

Sessions também aproveitou a sabatina para se defender de acusações de racismo e disse que compreende "a história dos direitos civis e o impacto horrendo que a discriminação sistemática e a negação de direito ao voto tiveram sobre nossos irmãos e irmãs afro-americanos"

No passado, o republicano foi criticado por ter atacado um procurador negro e por ter afirmado que grupos que lutam por direitos civis para cidadãos negros podem ser considerados "não americanos". As acusações de racismo contribuíram para o Senado ter rejeitado, em 1986, a postulação de Sessions.

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Durante a sabatina nesta terça, dois homens com roupas do grupo supremacista branco Ku Klux Klan foram retirados a força após interromperem o evento. Ao serem escoltados pelos seguranças, os homens gritavam "vocês não podem me prender, sou branco!" e "este governo é de pessoas brancas!"

Sessions afirmou "abominar a Ku Klux Klan e sua ideologia odiosa" e negou ter dito no passado que grupos de defesa dos direitos civis seriam "não-americanos".

PERFIL

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Sessions se opõe a qualquer forma de concessão de cidadania a imigrantes ilegais e foi um defensor entusiástico da promessa de campanha de seu futuro chefe de construir um muro na fronteira com o México.

Ele também postulou a favor de limites à imigração legal argumentando que esta reduz os salários dos trabalhadores norte-americanos.

Ex-procurador-geral do Alabama, Sessions já questionou se suspeitos de terrorismo deveriam receber a proteção do sistema judiciário americano, além de ser contra o encerramento do centro de detenção de Guantánamo, em Cuba.

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Jeff Sessions foi eleito procurador-geral do Alabama em 1995 e se juntou ao Senado dois anos depois.

Os nomes indicados para compor o gabinete de Trump devem sofrer pouca resistência no Congresso, controlado pelos republicanos.

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