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Governadora do RR diz a Temer que não pode garantir segurança de presos

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RUBENS VALENTE, ENVIADO ESPECIAL

BOA VISTA, RR (FOLHAPRESS) - Em ofício enviado ao presidente Michel Temer nesta segunda-feira (9), a governadora de Roraima, Suely Campos (PP), reconheceu que o governo não pode "garantir a integridade física" dos presidiários de "forma plena". Por isso, solicita "em caráter de urgência" maior auxílio financeiro para financiar construções em duas penitenciárias do Estado.

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Na carta, a governadora também pediu a transferência de oito detentos de Roraima para presídios federais em outras partes do país. Conforme o ofício, esses oito "foram identificados como líderes de facções criminosas" e a transferência seria necessária para "mitigar os conflitos internos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo", na qual 33 detentos foram chacinados na última sexta-feira (6).

Suely Campos voltou a pedir a Temer o envio de cem homens da Força Nacional para auxiliar a Policia Militar na segurança do presídio.

A governadora também solicitou "o envio da Força de Intervenção Penitenciária Integrada [ligada ao Depen], a qual atuou recentemente na retomada do controle do sistema prisional do Estado do Ceará". Após o massacre em Manaus, o governo do Amazonas também pediu ajuda desta força ao governo federal.

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PEDIDO ANTERIOR

Em 2016, a governadora de Roraima já havia solicitado ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em caráter de urgência apoio do governo federal, bem como da Força Nacional de Segurança "em virtude dos últimos acontecimentos no sistema prisional do Estado de Roraima".

A governadora solicita a doação de 180 pistolas que deveriam ser destinadas ao controle penitenciário. Ela cita ainda que o sistema carcerário em Roraima encontrava-se sob grande clima de tensão.

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Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes chegou a negar que o Estado houvesse solicitado ajuda. Mais tarde, em nota, o Ministério da Justiça voltou atrás e reconheceu que o pedido foi feito em relação às unidades penitenciárias, mas disse que a Força Nacional não pode atuar dentro dos presídios, assumindo a administração dos estabelecimentos prisionais.

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