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Maduro sobe salário mínimo em 50% na Venezuela, 5º aumento em um ano

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou neste domingo (8) o aumento de 50% no salário mínimo, nas aposentadorias e nas pensões, sob a justificativa de que precisa recuperar o poder de compra dos cidadãos.

O aumento é o quinto em menos de um ano. Nos últimos 11 meses, a elevação total do mínimo foi de 321,2%, mas ainda está abaixo da inflação prevista pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), que deve superar 700%.

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Segundo Maduro, a elevação é uma reação à "guerra econômica empreendida pela direita". "Enquanto houver essa guerra, seguiremos uma política audaciosa, justa e necessária para buscar uma harmonia de emprego e salário."

O ajuste também será incorporado aos salários dos funcionários públicos. Com isso, o salário mínimo passará de 27.091 para 40.638 bolívares (R$ 38 na cotação paralela ou R$ 193 na maior cotação oficial).

Não houve variação, porém, no vale alimentação, chamado na Venezuela de cesta ticket, que continua em 63.720 bolívares (R$ 61 ou R$ 302) mensais. A medida começa a valer no próximo dia 15.

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A oposição, a indústria e o comércio criticaram o aumento pelo risco de elevar ainda mais a inflação."É preciso um aumento com poder de compra, não mais notas com as quais se compra menos", disse o deputado José Guerra.

ABASTECIMENTO

O chavista fez o anúncio em seu novo programa, "Os Domingos com Maduro", na televisão estatal venezuelana. O cenário era um dos depósitos dos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (Clap).

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O programa consiste em vendas de cestas básicas de comida em comunidades de baixa renda por meio das missões socialistas, braço do governo. A oposição acusa Maduro de beneficiar currais eleitorais de aliados políticos.

Após elogiar o programa de abastecimento, ele pediu que fosse aumentada a produção de milho branco e amarelo, que são os principais ingredientes da arepa, e aprovou um plano para fazer mercados dos Clap.

O dinheiro para isso sairá de um fundo que, a título simbólico, foi iniciado com as notas de cem bolívares que foram apreendidas pelo governo. Maduro chegou a retirar a nota de circulação sob a alegação de contrabando.

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O governo já controla duas redes de supermercados no país -a PDVAL, administrada pela petroleira PDVSA, e a Bicentenário. Nenhuma das duas, no entanto, escaparam do desabastecimento no país.

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