Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Advogados e famílias buscam informações sobre detentos em RR

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

RUBENS VALENTE E MARLENE BERGAMO

BOA VISTA, RR (FOLHAPRESS) - Horas depois da chacina de 31 presidiários cometida, segundo o governo estadual, por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Boa Vista (RR), parentes e advogados buscavam sem sucesso informações sobre a situação de detentos na Pamc (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O advogado Marcelo Hirano foi saber na guarita de entrada da Polícia Militar o paradeiro de dois clientes, mas nada conseguiu. Ele foi orientado por um PM a buscar respostas na Sejuc (Secretaria de Justiça e Cidadania), no centro da cidade.

Em outubro passado, o presídio já havia sido sacudido por uma chacina de dez detentos. Depois disso, segundo o advogado, o governo estadual mudou a forma de atuar.

"Depois da chacina dos dez detentos, a Sejuc mudou de comando e botaram quente aí dentro. Acabaram com as regalias e botaram os detentos presos mesmo. Antes eles andavam livres nas áreas comuns. Houve movimentos de greve de fome, mas a Sejuc não amoleceu", contou o advogado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hirano disse que às vezes os detentos mandam notícias a parentes por meio de telefones celulares dentro do presídio, mas desde a madrugada cessou toda a comunicação. "Não há mais nenhuma informação de dentro do presídio."

A dona de casa Lezine Moreira buscava informações sobre seu marido, Johnnis Lima, de 35 anos, preso sob acusação de assalto. Ela disse que há informações contraditórias e nenhuma lista de mortos havia sido divulgada.

Na entrada principal do presídio, o silêncio só foi quebrado pelo barulho de duas explosões no interior da penitenciária. A Sejuc informou que eram bombas de efeito moral, mas que a situação do presídio estava "sob controle" desde o início da manhã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A PM não instalou nenhum esquema especial de segurança no acesso à penitenciária. A barreira que fora montada pela manhã na estrada de acesso já havia sido desmontada à tarde.

Inaugurada nos anos 1980, a penitenciária tem cerca de 1,5 mil detentos para 700 vagas e "não passou por nenhuma obra de vulto" até 2015, disse o secretário de Justiça e Cidadania, Uziel Castro.

Segundo ele, no último ano e meio o governo começou a fazer investimentos, como a instalação de câmeras e cercas elétricas e construção de uma muralha interna e de alojamentos para agentes penitenciários e policiais militares.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A governadora recebeu um Estado falido, com dívidas de R$ 1 bilhão, mas se sensibilizou e está fazendo vários investimentos no presídio."

Ao contrário do Compaj de Manaus, em que foram assassinados 56 detentos, não existe uma co-gestão com empresa. Todo o trabalho é feito pelo governo estadual, com policiais militares na área externa e agentes penitenciários tratando dos presos.

As armas usadas no ataque do PCC, segundo o secretário, não foram inseridas no presídios, mas sim confeccionadas de forma artesanal pelos próprios detentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Eles usaram estoques produzidos com as barras de ferro de estruturas destruídas em rebeliões antigas", disse o secretário.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV