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Hackers não afetaram eleições, diz Trump após receber relatório

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira (6) que o resultado das eleições de 2016, vencidas por ele, não foi afetado por ataques de hackers. Mas Trump deu a entender pela primeira vez que admite a possibilidade de que o Partido Democrata sofreu ataques por hackers russos.

O republicano recebeu nesta sexta um relatório das principais agências de inteligência dos EUA sobre a questão. Mais cedo, antes da reunião, ele havia dito que a polêmica sobre a possibilidade de a Rússia ter afetado as eleições era "uma caça às bruxas política".

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Trump disse após a reunião que "a Rússia, a China e outros países, outros grupos e povos" buscam atacar instituições dos EUA, incluindo a diretoria do Partido Democrata. "Não houve absolutamente nenhum efeito no resultado da eleição, incluindo o fato de que não houve qualquer interferência nas máquinas de votação", afirmou o presidente eleito.

Uma versão não-confidencial do relatório apresentado a Trump afirma que o presidente russo, Vladimir Putin, "ordenou" uma campanha de influência durante as eleições nos EUA em 2016 com o objetivo de ajudar Trump.

A campanha se insere na vontade russa de prejudicar a ordem liberal democrática dos EUA, afirma o relatório, que também indica que o alcance das atividades russas foi muito maior do que em operações anteriores.

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O republicano afirmou ainda que vai criar um grupo para apresentar em 90 dias após sua posse um plano para prevenir ataques cibernéticos, mas que esse plano seria mantido em segredo. "Os métodos, ferramentas e táticas que usaremos para manter os EUA seguros não devem ser uma discussão pública, que beneficie quem quer nos atacar", disse Trump.

A Rússia nega as acusações do governo norte-americano de participação em ataques durante a campanha eleitoral.

A reunião entre Trump e os chefes das agências de inteligência vem depois de um período de desentendimentos, já que Trump tem criticado as conclusões das agências sobre o envolvimento da Rússia.

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Nesta quinta (5), os principais chefes da inteligência dos EUA reafirmaram rebateram as críticas de Trump e reafirmaram que houve interferência da Rússia na eleição presidencial no ano passado.

O diretor nacional de Inteligência dos Estados Unidos, James Clapper, afirmou que tem um "nível de certeza alto" de que a Rússia hackeou instituições e pessoas ligadas ao Partido Democrata e que o país disseminou informações e notícias falsas durante as eleições presidenciais dos EUA.

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