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Em uma semana, mortes em presídios já equivalem a 25% do total de 2016

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na primeira semana deste ano foram 95 assassinatos em presídios pelo país. As mortes já equivalem a 25% do total registrado em todo ano passado. Em 2016, foram ao menos 372 assassinatos -média de uma morte a cada dia nas penitenciárias do país.

Em relação à população carcerária nacional, hoje acima de 600 mil pessoas, a taxa de assassinatos nas prisões, em 2016, é de 58 para cada 100 mil pessoas.

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A marca supera, por exemplo, a de todo o Estado de Sergipe, o mais violento do país em homicídios doloso em geral (53,3 por 100 mil habitantes), segundo o último Anuário Brasileiro de Segurança.

Entre domingo (1) e segunda-feira (2), 60 presos foram mortos em dois presídios de Manaus. Nesta sexta (6), 33 morreram na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, na zona rural de Boa Vista (Roraima).

As mortes evidenciam a disputa pela hegemonia nos presídios do Norte do país entre as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e FDN (Família do Norte), um braço do Comando Vermelho.

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Em Manaus, a maioria das vítimas era ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Em Boa Vista, de acordo a Secretaria de Justiça de Roraima, o massacre foi uma reação da facção de origem paulista.

A ação desta sexta ocorreu por volta das 2h30 (4h30 no horário de Brasília), quando um grupo de presos deixou as celas e iniciou a chacina. A secretaria informou que equipes do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e da Polícia Militar (PM) estão na unidade e que os presos já foram recolocados em suas celas.

CRISE NAS PRISÕES

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No mesmo dia em que a presidente do Supremo Tribunal Federal passou três horas em Manaus e anunciou apenas a criação de grupo de trabalho para solucionar o caos do sistema carcerário local, o governo Michel Temer (PMDB) divulgou medidas requentadas que, se efetivadas, irão reduzir em apenas 0,4% o atual deficit de vagas no superlotado sistema carcerário do país.

A promessa de Temer é construir cinco novos presídios federais de segurança máxima, com capacidade total para pouco mais de 1.000 vagas. Isso não supriria nem o deficit de 5.438 vagas do Amazonas, onde 56 presos foram assassinados no início da semana em presídio do Estado.

Segundo o governo, a licitação para a construção das unidades prisionais será feita imediatamente, mas ele não deu prazo para a entrega das novas carceragens federais.

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Em todo o país, segundo último balanço do governo federal, de 2014, são 622,2 mil presos para 371,9 mil vagas, o que representa um deficit de 250,3 mil vagas -cada presídio federal tem, em média, capacidade para 208 presos.

O governo anunciou R$ 200 milhões para as obras das cinco novas unidades carcerárias e outros R$ 230 milhões para aprimoramento do sistema de segurança de presídios estaduais, sendo R$ 150 milhões para transferência de tecnologia de bloqueadores de celulares e R$ 80 milhões para compra de scanners corporais. Todos esses recursos, porém, já fazem parte do Orçamento do governo para 2017.

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