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Promotoria denuncia 4 por agressão a jovem branco exibida ao vivo nos EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Promotoria de Chicago, nos Estados Unidos, denunciou nesta quinta-feira (5) quatro pessoas negras, dois homens e duas mulheres, pela agressão a um adolescente branco com deficiência que foi exibida ao vivo na internet.

Jordan Hill, Tesfaye Cooper e Brittany Covington, de 18 anos, e Tanishia Covington, 24, são acusados de crime de ódio, sequestro qualificado, cárcere privado e lesão corporal dolosa com uma arma letal.

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Os três primeiros ainda responderão aos crimes de invasão de domicílio e furto, enquanto o último será processado também por roubo de carros. Os quatro suspeitos foram presos no início da semana.

A agressão foi exibida em uma transmissão de 30 minutos no sábado (31). Segundo a polícia, os suspeitos ataram a mãos e taparam a boca da vítima com fita adesiva, rasgaram suas roupas e rasparam parte de seu cabelo.

Em seguida, colocaram-no no canto de um quarto, onde recebeu pancadas, provocações e ameaças com uma faca. Ele ainda foi obrigado pelos agressores a tomar a água de um vaso sanitário.

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Enquanto batiam, insultavam os brancos e o presidente eleito dos EUA, Donald Trump. A vítima, que não teve seu nome divulgado, ficou atada por quase cinco horas antes de ser libertada em uma rua, onde foi resgatada.

O porta-voz da polícia, Anthony Guglielmi, disse que as conclusões iniciais dos investigadores são que os suspeitos agrediram o adolescente por sua deficiência, não por sua cor, embora tenham feito comentários racistas.

De acordo com o agente, a vítima era colega de escola de um dos agressores e foi voluntariamente ao local em que foi mantida em cativeiro. "É possível que eles também estivessem tentando extorquir a família da vítima."

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O adolescente ainda está muito traumatizado, motivo pelo qual não foi possível ouvir seu depoimento. A polícia não divulgou que deficiência a vítima possui ou se os suspeitos eram afiliados a um grupo supremacista.

COMOÇÃO

As imagens da agressão foram divulgadas pela imprensa na quarta-feira (4), comovendo o país. O presidente dos EUA, Barack Obama, considerou o ataque um crime de ódio, qualificando-o como desprezível.

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"O que vemos é uma consequência de problemas que vínhamos tendo há muito tempo. Embora existam tensões entre a polícia e as comunidades, crimes de ódio deste tipo desprezível começaram a vir à tona recentemente."

A avó de Tanishia Covington, Priscilla, disse não acreditar que sua neta fosse aquela pessoa que aparece no vídeo. "Estou tão chateada, minha cabeça está perto de explodir. Não sei se alguém a influenciou."

Os insultos racistas levaram internautas de extrema direita a culparem o movimento Black Lives Matter, contra a violência racial, por incentivarem a ação. Líderes do grupo negaram qualquer influência no ataque.

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O vídeo foi apagado pelo Facebook, onde foi transmitido ao vivo. Em nota, a rede social disse ter retirado do ar as imagens para não compactuar ou glorificar este tipo de crimes.

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